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Inovações no trânsito avançam na direção da segurança e mobilidade

29/08/2016 Por:

O futuro exige avanços, consciência e mudanças! Não à toa que muitos países têm investido em alternativas para solucionar problemas do cotidiano, como o transporte em cidades numerosas, também responsável pela poluição e pelo estresse no trânsito. Seja desenvolvendo veículos “verdes” que contribuem com o meio ambiente (inclusive com capacidade para circular com um maior número de pessoas) ou criando projetos que driblem engarrafamentos, a tecnologia tem sido grande aliada das empresas no tema mobilidade urbana.

Uma das últimas apostas da montadora Mercedes-Benz é um ônibus que circulará sem o motorista, capaz de chegar a até 70 km/h e de reconhecer placas de trânsito e semáforos. Chamado de Future Bus, o veículo é equipado com a tecnologia autônoma City Bus e já foi testado em um corredor de Bus Rapid Transit (BRT) da Holanda, de cerca de 20 quilômetros, passando por túneis, curvas e cruzamentos com sinais de trânsito.

Além de abrir e fechar as portas automaticamente nas estações, a novidade consegue reconhecer quando precisa frear, principalmente por conta de pedestres e outros obstáculos, graças a câmeras, GPS e radares de curto e longo alcance, que fazem o monitoramento do percurso e o mantém alinhado à faixa na pista. Com a expectativa de colocar o modelo nas ruas nos próximos oito anos, a iniciativa é mais um passo em direção a vias mais seguras, principalmente por diminuir riscos de acidentes ligados à falta de atenção e estresse.

Outro projeto que pretende ser tão rápido quanto a velocidade do som é o Hyperloop, uma cápsula fechada com vagões de trem dentro de um tubo com baixa pressão atmosférica que consegue levar passageiros e cargas a longas distâncias rapidamente, como, por exemplo, percorrer 615 km em apenas 30 minutos, alcançando 1,2 mil km/h. O trem passou por testes a céu aberto nos Estados Unidos e levou apenas 1,1 segundo para chegar aos 187km/h.

Com o inventor da ideia, o sul-africano erradicado nos Estados Unidos Elon Musk, os profissionais envolvidos na experiência devem passar para os testes em pistas fechadas, dentro de 3km de tubos, o que deve facilitar a levitação do transporte. E a ideia é ainda mais ambiciosa quando se trata do prazo para as vendas das primeiras linhas comerciais do trem: para cargas, em 2019, e para passageiros, em 2021.

Na China, país mais populoso do mundo, os desafios são outros. Com a grande demanda de passageiros, os investimentos estão sendo direcionados para que os transportes de massa funcionem em conjunto com as opções já existentes. A criação Hoverbus foi projetada para passar por cima do trânsito das cidades, por meio de trilhos, levando cerca de 1.200 pessoas por viagem. A grande vantagem desse sistema é que, mesmo possuindo tecnologia similar a de metrôs, o Hoverbus precisa apenas de um quinto do que custa o transporte subterrâneo para ser construído e deverá ser visto circulando pelo país em um ano.

Saúde precária transforma caminhoneiros em bombas-relógio

25/08/2016 Por:

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Recentemente, um caminhoneiro morreu no Paraná e a notícia veiculada pela imprensa local era de que ele teria sofrido um mal súbito, perdido o controle do veículo e batido num barranco, tombando em seguida. A viagem pela vida desse trabalhador terminou ali, numa rodovia estadual do Paraná, longe dos seus, sem despedida, um último carinho ou palavras de conforto. Morreu sob os olhares curiosos dos passantes. Desconhecido virou notícia para quem nunca ouviu falar dele. Saiu no jornal, transformou-se em tema de comentário nas rádios e imagem de televisão.

A mesma cena acontece todos os dias com esses profissionais em todos os estados e rodovias importantes do país. Morrem, na maioria das vezes, sozinhos, distantes do lar, dos filhos e da família. Os colegas de profissão passam, ficam solidários e pensam: Será que o meu destino é esse, morrer na pista no ferro retorcido ou debaixo da carroceria?

A verdade é que a maioria dos caminhoneiros brasileiros não têm plano de saúde, nem tempo para frequentar o médico.  Viajam pelo país sob stress e pressão, dormem em condições precárias, se alimentam mal, não fazem atividade física regular, alguns usam rebite e drogas para suportar a jornada, enfim um somatório de fatores que contribuem para que sofram acidentes e morram na estrada.

A maioria viu um médico pela primeira vez quando sofreu um acidente. Outros deixam de herança apenas a indenização por morte paga pelo Seguro DPVAT. Não fosse essa proteção mínima, a maioria deixaria apenas dívidas e lembranças. Sua história de vida é apagada aos poucos de todos os registros oficiais, assim como os carros no ferro velho.

Desculpem, mas mal súbito uma pinóia.  A exploração desses profissionais é que gera um cardápio de ingredientes que provocam ataques cardíacos, derrames, etc… Mas a notícia é resumida em “mal súbito”.

Enquanto esses profissionais não tiverem condições dignas de trabalho e jornadas limitadas, vamos continuar a vê-los morrer assim e muitas vezes matar também . Na verdade, o organismo do caminhoneiro brasileiro é uma bomba relógio pronta a explodir. Quem acende o pavio é quem explora essa mão de obra, que trata homens como se máquinas fossem. Sem vida, laços familiares, sentimentos e coração.

De certa forma, também somos responsáveis por ativar essa bomba relógio, quando nos preocupamos apenas como os produtos são fabricados, com os agrotóxicos dos produtos perecíveis, e esquecemos de nos questionar sobre as condições de trabalho desses profissionais da estrada.

Precisamos saber não apenas se um móvel é produzido respeitando o meio ambiente, mas acima de tudo se o transporte de qualquer produto é feito respeitando o ser humano.

É fundamental estimularmos empresas a adotarem o transporte socialmente responsável. Afinal, quando um caminhoneiro cochila por fadiga na estrada, não é só ele que pode nunca mais acordar. Podemos ir juntos nessa viagem eterna. Melhor acordarmos antes para preservarmos vidas.

Por isso e tantas outras razões, desejo vida longa aos caminhoneiros brasileiros.

Rodolfo Alberto Rizzotto

Formado em Direito e Economia, coordena o programa de segurança nas estradas SOS Estradas e edita o site www.estradas.com.br, onde é possível acompanhar os temas dos seus artigos também em arquivos de áudio, disponíveis para download.

Parabéns, ciclistas! Recentes conquistas dão mais motivos para comemorarmos o Dia Nacional do Ciclista

17/08/2016 Por:

 

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Englobando saúde, esporte e sustentabilidade em uma única atividade, o ciclismo traz inúmeros benefícios para o corpo, mente, vida social e bolso. É por isso que, merecidamente, a próxima sexta-feira (19) é dedicada ao Dia Nacional do Ciclista, uma oportunidade a mais para celebrar as recentes conquistas da prática no Brasil, como aumento do número de ciclofaixas em grandes cidades e o maior incentivo aos apaixonados pelas “magrelas”.

Se os últimos anos favoreceram o desenvolvimento dos veículos motorizados, a sustentabilidade ganha cada vez mais espaço em um mundo onde a mobilidade urbana vem sendo questionada. Prova disso é o projeto da prefeitura de São Paulo, que pretende criar o bilhete mobilidade, um sistema de recompensa para o cidadão que trocar o carro ou ônibus pela bicicleta, em pelo menos parte do trajeto.

A novidade deve substituir o atual bilhete único e permitirá ao usuário se cadastrar em um aplicativo para marcar o tempo e a distância percorrida de bike, para, ao final, converter isso em créditos que poderão ser usados em outros modais ou ser retirados em dinheiro. A capital paulista vem se destacando com boas medidas de fomento à utilização de alternativas consideradas verdes no transporte, como o incentivo às empresas que auxiliam financeiramente os funcionários a escolherem a bicicleta como meio de transporte até o trabalho.

Outra boa iniciativa brasileira vem da prefeitura de Curitiba, que, em parceria com uma empresa japonesa, irá instalar até o segundo semestre deste ano ciclovias que irão produzir eletricidade por meio do som e da vibração provocados pelo movimento da bicicleta. Com isso, a sinalização luminosa dos cruzamentos com ciclovias e vias será gerada pelos próprios ciclistas que circularem por esses locais.

Mundialmente, a saúde da população também ganha destaque com o uso das bikes. Uma pesquisa feita pela Universidade de Cambridge com o National Health Service (equivalente ao Sistema Único de Saúde brasileiro) apontou que a cada 1 Libra investida no ciclismo como atividade física, 4 Libras são economizadas no sistema de saúde com doenças relacionadas a obesidade e diabetes.

Se você ainda procura motivos para aderir à bicicleta, dê uma chance e sinta os benefícios da prática. Seu corpo, o meio ambiente e o esporte agradecem!

Como seria um super-humano resistente a acidentes de trânsito?

15/08/2016 Por:
Foto: Divulgação/TAC

Foto: Divulgação/TAC

Um grupo formado por especialistas em diferentes áreas e membros da Comissão de Acidentes de Trânsito (TAC) do governo de Victoria, na Austrália, criou um “super-humano”. Com corpo capaz de resistir a acidentes de trânsito, a invenção será usada para conscientizar a população sobre a fragilidade física do ser humano e as regras que visam salvar vidas.

Batizado de Graham, o boneco de cera em nada se parece com a figura de um homem: ele tem o peito inflado, costelas fortes e diversos mamilos, que funcionam como airbags. O “super-humano” foi desenvolvido por um artista plástico, um cirurgião especializado em traumatismo e acidentes e um especialista em investigações de acidentes de trânsito. Entre os materiais usados na fabricação estão silicone, fibra de vidro, resina e cabelo humano.

Além do abdômen diferente, o boneco tem uma cabeça grande conectada diretamente ao tronco, sem pescoço, evitando, assim, uma torção em caso de reduções bruscas de velocidades. Os pés e pernas de Graham também são mais fortes do que os humanos e seus olhos, orelhas e nariz são mais profundos, pensados para evitar lesões nos casos em que o rosto bate contra o volante do veículo.

A ideia dos criadores do boneco é mostrar para as pessoas que, mesmo com a evolução da tecnologia e dos carros, o corpo do ser humano permanece o mesmo: frágil e suscetível a pancadas. De acordo com a TAC, o pensamento de que nossos corpos são invencíveis vai contra o que mostram os números: impactos a 30km/h já podem fazer vítimas fatais por conta da imprudência e do desrespeito às leis de trânsito, como a falta do cinto de segurança ou um atropelamento, por exemplo.

Somos de carne e osso e bem frágeis. Não somos invencíveis, eternos e nada parecemos com o Graham. Essa reflexão sobre a fragilidade humana nos convida a um exame de consciência, lembrando que atitudes prudentes salvam vidas!

Confira abaixo o vídeo da campanha e conheça o “super-humano” resistente a acidentes:

Capture Pokémons sem esquecer da sua própria segurança!

11/08/2016 Por:
Créditos: Detran-RJ

Créditos: Detran-RJ

Febre mundial entre os mais aficionados em games, o aplicativo para smartphones Pokémon GO mal desembarcou no Brasil e já está sendo motivo de preocupação em relação à segurança no trânsito. Isso porque o inovador e polêmico jogo é apontado em vários países, como Estados Unidos e Irã – este recentemente baniu a ferramenta –, como a causa de muitos acidentes envolvendo jovens, inclusive com vítimas fatais.

Por meio da tecnologia de realidade aumentada e geolocalização, os personagens do desenho são projetados em locais reais, como ruas e estabelecimentos, para que os jogadores os capturem. E isso tem sido motivo de desatenção de muitas pessoas na hora de dirigir ou atravessar a rua. Alguns órgãos brasileiros ligaram o alerta e estão fazendo campanhas de conscientização para evitar acidentes, como o Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (DETRAN-RJ), que lançou a campanha “PokeStop”. Nela, os jogadores são convidados a se divertirem com responsabilidade ao circular pelas ruas da cidade.

Citando pesquisas realizadas pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, o DETRAN-RJ também reforça os perigos de combinar direção e celular: nesses casos, as chances de ocorrências aumentam em mais de 400%.  Ao escrever uma mensagem, por exemplo, o tempo de reação dos motoristas diminui em 35%, e os riscos são potencializados em 23 vezes.

Por isso, ao jogar o Pokémon GO, fique atento às regras de trânsito e dos pedestres, assim como as condições das calçadas para não se machucar ou cair na via de circulação de carros.  Locais fechados e considerados seguros, como parques e calçadões, também podem ser um excelente espaço para conciliar diversão e segurança. Manter sempre o foco na direção do veículo é outra orientação de ouro para os condutores. Ou seja, se dirigir, não utilize o celular. Caso tenha filhos, procure conversar com eles sobre os riscos de uma brincadeira que pode levar a sérias consequências.

Aproveite a caça aos Pokémons com atenção e responsabilidade, sem descuidar da segurança!