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Por dentro da fiscalização eletrônica

28/11/2017 Por:

O número de acidentes de trânsito no Brasil segue alarmante, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O país é o quarto colocado em número de mortes nas Américas, atrás apenas da República Dominicana, Belize e Venezuela. Realidade bastante triste, não é, pessoal? Os dados do Boletim Estatístico divulgado pela Seguradora Líder confirmam esse quadro: eles apontam que somente as indenizações por morte cresceram 27% em relação ao mesmo período de 2016, atingindo 34.105 mil casos.

Para tentar diminuir esses índices e garantir a segurança de todos os atores do trânsito, a fiscalização eletrônica se tornou um recurso de monitorar as ruas, estradas e avenidas de todo o Brasil. Mas você já se perguntou como eles funcionam? Vamos conhecer um pouco mais! 😉

Conhecidos de diferentes maneiras pelo país afora, os aparelhos – também chamados de radares, pardais, caetanos, entre outros regionalismos – estão espalhados pelas estradas das cidades. E temos uma curiosidade para compartilhar: vocês sabiam que os radares são somente os sistemas móveis, como as pistolas e equipamentos colocados em tripés à beira da pista ou nas viaturas? Os demais têm outros nomes e não usam radar, mas sim sensores eletromagnéticos instalados na pista. A propósito: radar é a sigla em inglês para Radio Detection Adn Ranging, que pode ser traduzido como “detecção e variação (de distância) por rádio”. 😉

Radares Móveis

Esses radares são tipo uma pistola que usam o efeito Doppler para detectar o aumento de velocidade. A partir do acionamento, o aparelho emite um sinal ao veículo e faz a medição. A pistola conta com um sensor fotográfico que é ativado com base na velocidade máxima estipulada para o local. Caso a velocidade medida seja superior ao limite programado, a câmera é disparada e fotografa o infrator.

Há também os radares que funcionam como tripés e são instalados próximos a postos de polícia nas estradas. Neste caso, o aparelho dispara uma micro-onda em um ângulo de 20 graus em direção ao solo. Quando um carro passa pela área coberta, o sinal é interrompido brevemente. Esse tempo de interrupção é usado pelo aparelho para calcular a velocidade.

Nos dois casos mencionados, só é possível o monitoramento de um automóvel por vez.

Lombadas Eletrônicas

Você sabia que o Brasil foi um dos primeiros países a utilizar a fiscalização eletrônica de velocidade através de equipamentos fixos, com a instalação das primeiras lombadas eletrônicas? Isso aconteceu em 1992 e, até hoje, a fiscalização é considerada um êxito no monitoramento do trânsito. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, o DNIT, desde a implantação do sistema, foi possível a redução de aproximadamente 70% dos acidentes de trânsito. Bem legal, não é?

Detectores Fixos

Os aparelhos fixos, muitas vezes chamados de pardais, usam sensores eletromagnéticos e a interrupção do sinal para calcular a velocidade. Portanto, eles não são radares, viu, pessoal? Quando o veículo passa pelo primeiro sensor, ele emite um sinal para um computador que avalia a velocidade com base na distância exata entre o primeiro sensor e os demais instalados na pista. No total, são três sensores que monitoram e fotografam o momento da infração com a hora, velocidade e local.

Pouco importa o nome e a tecnologia empregada: o importante é termos um trânsito mais humano, com menos acidentes e mais respeito às regras de segurança. Todos esses elementos que citamos no texto, como os pardais, os radares e as lombadas eletrônicas, são ferramentas essenciais para atingirmos esse objetivo. Mas a conscientização de cada motorista continua sendo o fato mais importante. 😉

E você? O que acha desses aparelhos e da fiscalização eletrônica? Compartilhe com a gente nos comentários!

 

Direitos e deveres dos pedestres

24/11/2017 Por:

Você sabia que as leis de trânsito também valem para pedestres? Isso mesmo. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quem circula pelas ruas também tem direitos e obrigações, pessoal! Além dos motoristas, o sistema de trânsito é composto por pedestres, ciclistas, motociclistas, cada um com sua função e respectivos deveres. Com a colaboração de todo mundo, o dia a dia nas ruas fica cada vez mais seguro para os envolvidos. 😉

Andar pelo meio da rua, atravessar fora da faixa de pedestres, não utilizar passarelas ou outra passagem destinada a quem anda a pé são exemplos de infrações sujeitas a multa. Diariamente, encontramos registros de acidentes envolvendo pessoas em algumas dessas situações, não é mesmo? Em muitos casos, esse tipo de acidente, ocasionado pela falta de atenção e imprudências, pode ser evitado com atitudes simples.

Quer saber como? Conheça os direitos do pedestre e faça a sua parte para um trânsito mais seguro:

– Os pedestres têm prioridade de passagem quando atravessam a via sobre as faixas;

– Nas áreas com semáforo, os pedestres continuam tendo prioridade, ainda que não tenham concluído a travessia;

– Em áreas sem calçadas, o acesso será feito com prioridade pelas bordas da pista, sempre em sentido contrário ao dos veículos.

– O pedestre deve olhar atentamente para os lados ao atravessar, descer de um carro ou ônibus e esperar;

– Atravessar sempre na faixa de pedestres, utilizar passarelas ou passagens subterrâneas;

Se cada um fizer a sua parte, todos os personagens do trânsito podem contribuir para mais educação e segurança. O que você está esperando para fazer a sua parte? 😉

Mistura de drogas com direção: um problema maior do que se imagina

23/11/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

Desde março de 2016, os condutores das categorias C, D e E (caminhões, micro-ônibus, ônibus e reboques) são obrigados a realizar o exame toxicológico no momento de renovação da carteira. Com a coleta de uma pequena quantidade de cabelo, pelos ou unha, é possível identificar se o indivíduo fez uso regular de drogas nos últimos 90 dias. No primeiro ano da exigência do exame, mais de 400 mil motoristas não renovaram a carteira para fugir desse exame, na maioria dos casos. É a chamada positividade escondida.

A categoria mais visada para o exame toxicológico é a de caminhoneiros que trabalham num regime de exploração. Para ficarem acordados, estes profissionais muitas vezes fazem uso de drogas como rebite e cocaína para suportar jornadas que podem chegar a 50 horas.

Esta semana, por exemplo, um caminhoneiro foi flagrado na BR-262, no Mato Grosso do Sul, completamente alucinado, a ponto de ter se atirado do seu caminhão ainda em movimento. Ao ser preso, admitiu ter consumido 20 comprimidos de rebite. Cocaína e maconha também foram encontradas no seu veículo.

Em estudo realizado pelo Estradas, foram identificados 363 acidentes fatais somente neste ano, envolvendo caminhões e automóveis. Deste total, 17 mortes foram de ocupantes dos caminhões e 605 nos automóveis.

É lógico que os caminhoneiros não são os vilões nesta situação, mas a colisão de um caminhão, que pesa dezenas de toneladas e geralmente é ocupado por apenas um indivíduo, causa muito mais mortes do que outros acidentes. Pensando nisso, até o valor do Seguro DPVAT precisaria de uma revisão devido ao grande impacto gerado por esses veículos.

Mas também é necessário evitar o uso de drogas pelos demais motoristas, em especial, os mais jovens. Isso se torna ainda mais importante quando verificamos que não existem registros de CNHs suspensas de condutores flagrados sob efeito de drogas em carros e motos nos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs).

Para combater essa epidemia, é necessário desestimular o uso das drogas de modo cada vez mais efetivo, exigindo o exame toxicológico antes da habilitação. Dessa forma, o jovem irá entender que quem consume drogas não pode tirar a carteira. A fiscalização do uso de entorpecentes pela Lei Seca também é eficaz nesse sentido.

Precisamos lembrar sempre que drogas e direção representam uma mistura fatal e a vítima pode ser você ou algum dos seus familiares.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

As leis que cuidam de você no trânsito

22/11/2017 Por:

O excesso de velocidade, a falta de uso de itens de segurança e a mistura de bebida e direção são algumas das principais causas de acidentes de trânsito em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, somente no Brasil, mais de 47 mil mortes ocorrem por ano devido a imprudências no trânsito. Nas Américas, nosso país é o quarto colocado neste triste ranking, ficando atrás apenas da República Dominicana, Belize e Venezuela. Por isso, é fundamental que algumas políticas públicas sejam aplicadas no intuito de prevenir e reduzir a quantidade de acidentes de trânsito no Brasil.

Pensando nisso, em 2016, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi reformulado e teve 33 artigos alterados, como os itens que orientam temas como planejamento, administração, licenciamento de veículos, formação, habilitação e educação de condutores e futuros condutores. Tudo isso para proteger a vida de motoristas e pedestres, pessoal! 😉

Ah, vale dizer que a legislação de trânsito brasileira está cada vez mais rigorosa. Uma das adequações mais recentes foi o reajuste no valor das multas. A punição para infração leve subiu de R$ 53,20 para R$ 88,38. Para infração média, de R$ 85,13 para R$ 130,16 e as infrações graves e gravíssimas também subiram de R$ 127,69 para R$ 195,23 e de R$ 191,54 para R$ 293,47, respectivamente.

Além disso, a classificação de algumas faltas também mudou. O uso de celular ao volante, até então considerada uma infração média com multa e perda de quatro pontos na carteira, tornou-se gravíssima com perda de sete pontos.

Lei Seca

Quem nunca ouviu falar da Lei Seca? Um dos grandes avanços no controle de infrações de trânsito foi o rigor na punição para quem consome bebida alcoólica e, mesmo assim, insiste em dirigir. Atualmente, a recusa em fazer o teste do bafômetro, que não era considerada infração, passou a ser infração gravíssima. Essa medida foi sancionada junto com a chamada Lei Seca, de autoria do deputado Hugo Leal, e determina ainda que outros meios, além do bafômetro, possam ser utilizados para provar a embriaguez do motorista: testes clínicos, depoimento do policial, testemunhos de terceiros, fotos e vídeos. As mudanças no Código de Trânsito Brasileiro também dobraram a multa para quem for pego dirigindo com qualquer teor de álcool no sangue: de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Se o motorista for reincidente em um período de um ano, ela dobra de valor.

 

O cinto de segurança 

Há vinte anos, o uso do cinto de segurança passou a ser obrigatório no país, outra lei que revolucionou a segurança no trânsito. Mas há espaço para mais avanços nesse ponto. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), apenas 7% dos brasileiros usam o cinto no banco traseiro. Esse mau hábito é, na verdade, uma infração que gera multa de R$ 195 e perda de cinco pontos na carteira. E lembrando: a responsabilidade por garantir que todos os ocupantes de um veículo estejam com cinto de segurança é do motorista!

 

Uso de cadeirinhas para crianças

Segundo a legislação, os menores de 10 anos de idade devem ser transportados no banco traseiro. Nos casos de crianças até os 7 anos e 6 meses, são necessários sistemas de retenção adequados à idade. A infração é classificada como gravíssima e quem for pego sem o dispositivo terá de pagar uma multa de R$ 293,47, além da perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apreensão do veículo para regularização. O uso desses dispositivos de segurança reduz em cerca de 70% as mortes ou lesões graves de crianças.

 

Airbag obrigatório

Em 2014, passou a ser obrigatório que todos os carros novos no Brasil tenham airbag duplo frontal e freios ABS, que evitam o travamento das rodas na frenagem, de fábrica. Desde 2010, o percentual de carros novos que deveriam ter esses itens aumentou gradualmente até chegar aos 100%.

O Brasil vem, ao longo dos últimos anos, melhorando de forma expressiva a sua legislação de trânsito, buscando oferecer mais segurança aos cidadãos. A Lei Seca e as novas mudanças no CTB mostram resultados positivos que confirmam a importância de se manter e intensificar as ações educativas, de fiscalização e mobilização da sociedade para reduzir a violência e os acidentes no trânsito.

Você também acredita que essas medidas ajudam a ter um trânsito mais seguro e saudável para toda a sociedade? Compartilhe com a gente a sua opinião! 😉

Dirigir e fumar, nem pensar

17/11/2017 Por:

Hoje, dia 17 de novembro, é o Dia Mundial do Não Fumante, data criada com o objetivo de sensibilizar a população sobre os fatores de risco associados ao consumo de tabaco e ampliar o debate sobre as formas mais eficazes para deixar este hábito. É um dia de reflexão, que também pode se transformar numa oportunidade de ação: que tal aproveitar esta data para cortar o cigarro de vez da sua vida? 🙂

Você sabia que o número de mortes relacionadas ao tabagismo no Brasil é de 156 mil ao ano?

Segundo estudo realizado pela Fiocruz, em 2015, o Brasil registrou 478 mil infartos e internações devido a doenças cardíacas e 378 mil de doenças pulmonares provocadas pelo cigarro. Muita coisa, não é pessoal? L Os dados também reforçam que o tabaco é responsável pela perda econômica de R$ 56,9 bilhões ao ano, devido ao custo do tratamento das doenças relacionadas ao fumo e a queda de produtividade dos trabalhadores fumantes, que adoecem bastante cedo.

Isso mesmo: é proibido dirigir fumando

Além dos malefícios que o tabagismo pode causar na sua saúde, a prática de fumar e dirigir, que parece comum e inofensiva, é proibida! Muitas pessoas não sabem, mas para fumar dentro do veículo é preciso pará-lo, pois dirigir sem uma das mãos é considerado infração. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é necessário manter as duas mãos sempre ao volante, assim como não é permitido dirigir com o braço para fora do veículo. Ambas as ações são infrações médias que podem acarretar na perda de quatro pontos na carteira, além de multa de R$ 130,16 para o motorista. Outro fator alarmante é que o cigarro aumenta o risco de incêndio, que pode ser originado por queimaduras no estofado.

Se quiser fumar, pare o veículo em um local seguro

Que tal esperar chegar ao destino para fumar? Assim, você preserva a sua vida e de muitas pessoas, evitando acidentes. Se sentir vontade, procure um lugar seguro para dar aquela paradinha e fumar. O recadinho importante que a gente quer passar para você é: não fume enquanto estiver dirigindo, viu?

Se você está tentando deixar o hábito ou conhece alguém nessa mesma situação, o INCA disponibiliza uma cartilha explicativa online super bacana para te ajudar nesse processo. Para conferi-la, é só clicar aqui. 😉

Comemore também o Dia dos Não Fumantes e comece hoje mesmo a ter práticas mais saudáveis para a sua vida!