Quinze animais morrem por segundo atropelados em estradas brasileiras

05/10/2017 Por:

Ontem (dia 4/10) foi celebrado o Dia Mundial da Natureza, mas, infelizmente, o homem não tem dedicado esforços suficientes para cuidar bem dela. Além dos inúmeros problemas ambientais que vivemos, no trânsito, os animais também são vítimas. Você sabia que diariamente morrem aproximadamente 1,3 milhão de animais? Os dados são do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), que calcula que, por segundo, 15 bichinhos são vítimas do trânsito. Um dado bem triste, não é mesmo?

Segundo com o “atropelômetro” do CBEE, que estima em tempo real o número de animais silvestres mortos por atropelamento nas rodovias brasileiras, somente este ano, mais de 358 mil animais foram vítimas fatais de trânsito. Ainda de acordo com a instituição, 90% desse número corresponde a pequenos vertebrados como rãs, sapos e cobras; 9% são vertebrados de médio porte, como aves; e 1% é de grande porte, como a onça pintada. As regiões que concentram o maior número de acidentes deste tipo são Sudeste, Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, nesta ordem.

Por esse motivo, é muito importante que os motoristas respeitem as regras de trânsito e mantenham a atenção nas estradas para preservar a natureza também. Eles são seres vivos importantíssimos para a diversidade da nossa fauna e, muitos deles, se encontram em processo de extinção. Quando avistar uma placa como essas em rodovias, redobre a atenção ao volante:

     
Crédito: Blog Projeto CiclArte

No entanto, caso algum acidente aconteça, siga algumas instruções para manter a segurança:

>>>  Pare no acostamento para evitar possíveis colisões;

>>>  Sinalize, para outros veículos, que no local houve algum problema;

>>>  Chame a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Ambiental ou a concessionária da estrada para prestar os socorros necessários ao animal. Tentar remover o bicho sozinho pode representar um grande risco, pois mesmo ferido e com dor, ele pode tentar te machucar, em um instinto de defesa.

E aí, está preparado para ser um motorista amigo da natureza? Se tem alguma história com animais em estrada, compartilha com a gente aqui, nos comentários. 😉

Impunidade também mata

03/10/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

Durante a Semana Nacional do Trânsito, muito se ouviu sobre a importância de trabalhar educação no trânsito. Ninguém pode discordar disso. Por outro lado, num país que morrem mais de 40 mil pessoas por ano e pelo menos 500 mil adquirem invalidez permanente em decorrência de acidentes, não podemos esperar que as pessoas fiquem educadas.

É preciso punir e fazê-lo com o máximo rigor, sem cerimônias. Afinal, ninguém é obrigado a cometer uma infração de trânsito, muito menos dirigir sob efeito de álcool ou drogas, andar em excesso de velocidade, ultrapassar em local proibido, trafegar no acostamento ou passar o sinal vermelho.

Se flagrado, o condutor deve ser penalizado. Aliás, no Brasil, pune-se muito pouco. Basta ver o caso da chamada Lei Seca, que apesar do esforço das autoridades em combater os motoristas que dirigem embriagados, ainda tem resultados muito limitados.

Há poucos dias, uma repórter de uma rede de televisão me procurou e disse que 250 mil motoristas foram multados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica entre 2011 e o início de 2017. Queria saber minha opinião.

Rapidamente, calculei praticamente seis anos de operação, multipliquei por 365 dias, dividi pelas unidades da federação e descobri que, em média, quatro motoristas são multados no Brasil por dia em cada estado porque foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool.

Qualquer criança sabe que esse número é ridículo. Tem muito mais do que quatro pessoas alcoolizadas dirigindo por dia em qualquer cidade brasileira, quanto mais nos estados. O que acontece é que, em alguns estados e principalmente em cidades como o Rio de Janeiro, existem as chamadas “operações da Lei Seca”, que se caracterizam por ser bem estruturadas e conseguir testar, efetivamente, muitos motoristas.

Exemplos como o Rio de Janeiro são isolados, já que na maior parte do nosso país, infelizmente, prevalece a impunidade. Isso se deve porque o Poder Judiciário tem sido muito generoso com motoristas que causaram acidentes fatais após beber e dirigir, caracterizando o crime como homicídio culposo, onde não há a intenção de matar. Na prática, é bem diferente: esses motoristas assumem o risco de matar, mas colocam seu interesse de beber e dirigir acima dos interesses dos demais.

Por isso, entendo que precisamos olhar menos para os supostos direitos dos infratores e protegermos aqueles que andam direito, como os pedestres e os motoristas que dirigem de forma responsável, de uma forma mais efetiva. O fato de não punir estimula a fábrica de infratores, que é muito maior do que a indústria da multa. É preciso lembrar que impunidade também mata.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

Big Data e 3D são novas aliadas para segurança no trânsito

02/10/2017 Por:

Cada vez mais, as novas tecnologias estão colaborando para aumentar a segurança no trânsito. Enquanto na China, as faixas de pedestre 3D lembram os condutores que devem parar, no Brasil, dispositivos que conectam carros e pessoas também têm ajudado na prevenção de acidentes. Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Vem com a gente! 😉

Ilusão de ótica é usada para fazer os carros diminuírem a velocidade

Crédito: Facebook/Vegamálun GÍH

Além da China, países como a Índia e a Islândia também estão usando a ilusão de ótica como um fator a mais para fazer com que o motorista reduza a velocidade nas faixas de pedestre. A agência de notícias chinesa Xinhua, em Chengdu, afirma que os pedestres já notam que os veículos passaram a parar mais na faixa com a pintura 3D. Muito legal, não é?

Essa preocupação com quem anda a pé é justificável, principalmente no Brasil. Segundo o último boletim da Seguradora Líder-DPVAT, divulgado em setembro, 23% das indenizações de trânsito pagas no mês de agosto de 2017 em todo o Brasil foram destinadas aos pedestres.

Big Data e aplicativos no trânsito 

Crédito: Divulgação Arteris

A inteligência artificial e a automação são realidades que estão se tornando cada vez mais comuns na vida dos brasileiros. Nos carros, as câmeras e os radares 360 graus ajudam condutores a identificar obstáculos ao redor do veículo. Esses equipamentos emitem um alerta e até podem tomar medidas preventivas de forma automática, como frear o veículo, para evitar acidentes.

Com o carro conectado a esses dispositivos, é possível fazer uma grande análise de dados de Big Data (sistema que estuda grandes quantidades de dados), o que permite gerar informações mais profundas sobre o comportamento dos motoristas, além de dados relevantes dos locais de maior número de acidentes ou de infrações.

O desenvolvimento de aplicativos também contribui para um trânsito mais seguro. Um deles é o Speed-O-Track, que educa o motorista sempre que ele excede o limite de velocidade, acelerando também a velocidade da música para alertá-lo.

Já os wearables (termo que significa tecnologias para vestir) são outra tendência tecnológica usada a favor da conscientização no trânsito. A empresa de consultoria Everis está desenvolvendo um aplicativo que estuda a atividade cerebral de motoristas de caminhão e identifica quando ele está sonolento. Depois de 500 horas de testes, uma das primeiras conclusões é que aqueles que fumam e bebem começam a apresentar maior cansaço em períodos como amanhecer e pôr-do-sol.

E você, conhece alguma outra tecnologia que ajuda na segurança no trânsito? Conta pra gente aqui nos comentários!

Este conteúdo é de propriedade da Seguradora Líder-DPVAT. A reprodução é autorizada desde que contenha a citação da fonte original: www.viverseguronotransito.com.br 

Álcool e direção. Até quando?

28/09/2017 Por:

Você sabia que o álcool reduz o tempo de reação das pessoas entre 15 e 25%? Os números são de uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Cpes), da Fundação Escola Nacional de Seguros (Funenseg). Essa mesma instituição realizou um estudo que aponta que, se a Lei Seca não existisse, a violência no trânsito teria abatido no asfalto cerca de 6 mil brasileiros em 2016. Parece assustador, né?

Dados do Boletim Estatístico de agosto da Seguradora Líder mostram que, só nesse mês, foram pagas 37.934 indenizações para casos de morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito no Brasil. Esse número é 8% maior do que o registrado no mesmo mês de 2016.

Tem muita gente morrendo por causas diversas, como imprudência, uso do celular, má conservação dos veículos e ainda pela mistura do álcool com a direção. A frase “Se dirigir, não beba” soa como mantra por aí, mas ainda é pouco utilizada na prática. Que tal mudarmos esse cenário?

Veja outras tristes curiosidades citadas na pesquisa:

  • –    Nos países em desenvolvimento, 10% das mortes por acidentes de trânsito ocorrem na faixa etária dos 5 a 44 anos e são concentradas nas classes mais educadas de renda média e alta;

 

  • –    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes decorrentes de acidentes de trânsito, ficando atrás apenas da China, Índia e Nigéria. Vocês já viram o trânsito da Índia? Pois é. Dói estarmos tão próximos deles nesse quesito;

 

  • –    89 países têm leis abrangentes para o fator associação de bebida alcoólica e direção. No Brasil, a concentração de álcool no sangue precisa ser inferior a 0,05 g/dl.

 

  • –    Em 16 anos de duração, a Guerra do Vietnã teve um número menor de mortos americanos do que os acidentados fatais decorrentes do trânsito em um ano no Brasil. Muito triste, né?

 

São tantas opções de transporte para usar depois da saideira: metrô, trem, ônibus, Uber, táxi, BRT, bicicleta, barco… e até voltar para casa a pé! Pense que uma caminhadinha longa pode ser mais vantajosa que uma voltinha de carro depois de beber. 😉

Para saber mais sobre os efeitos da bebida e direção e outras curiosidades sobre o tema, você pode acessar a pesquisa do Cpes clicando aqui. Por aqui, a gente vai dando aquela dica esperta: se dirigir, não beba! 😉

Este conteúdo é de propriedade da Seguradora Líder-DPVAT. A reprodução é autorizada desde que contenha a citação da fonte original: www.viverseguronotransito.com.br

A evolução do Seguro DPVAT ao longo dos anos

26/09/2017 Por:

Você sabia que nem sempre o Seguro DPVAT foi do jeito que o conhecemos hoje? É isso mesmo! Desde sua criação, em 1974, ele passou por uma série de aperfeiçoamentos para que pudesse ser o que é hoje: um seguro abrangente, social, de ampla cobertura e que contempla o pagamento de indenizações a qualquer pessoa acidentada no trânsito, independente de culpa.

Bem no comecinho, as condições para que a vítima de trânsito pudesse ter acesso ao benefício eram bem diferentes. Para receber o seguro, o beneficiário, se fosse pedestre, tinha que identificar a seguradora contratada pelo motorista causador do acidente para conseguir a indenização. Imagina a trabalheira que dava!

Uma outra curiosidade é que, até 1986, era adotado um modelo de livre escolha, com a venda de seguros sendo intermediada por corretoras. Devido ao grande nível de inadimplência, o que comprometia a finalidade social e o caráter universal do Seguro DPVAT, esse modelo não teve muito sucesso. Além disso, como os proprietários tinham a possibilidade de escolher por qual seguradora iriam contratar o seguro, as campanhas de arrecadação simplesmente não existiam. Dessa forma, menos recursos eram destinados para a área de saúde e educação no trânsito, já que 45% do que é pago hoje pelo proprietário de veículo na contratação do Seguro vai direto para o Sistema Único de Saúde, o SUS, e 5% vai para o DENATRAN.

Somente em 2007 o formato de consórcio que existe até os dias de hoje começou a funcionar, com a Seguradora Líder centralizando as operações administrativas e judiciais do Seguro DPVAT. Essa novidade permitiu mais unidade à gestão do Seguro e agilidade no atendimento à população.

Hoje, quando um acidente de trânsito acontece, sabemos exatamente a quem procurar para pedir a indenização. São mais de 8 mil pontos oficiais de atendimento em todos os municípios brasileiros, que incluem corretores parceiros, seguradoras, Correios e PROCONs. Tudo isso para assegurar que o benefício chegue para quem precisa dele de fato. Que alívio!

Se precisar acionar o Seguro DPVAT, clique aqui para ver a lista de postos e documentos necessários. Em caso de dúvidas, você pode falar com a gente por aqui ou acessar as outras redes sociais da Seguradora Líder. 😉

Facebook – https://www.facebook.com/DPVAToficial/

Twitter – https://twitter.com/DPVAToficial

Instagram – https://www.instagram.com/dpvat_oficial/