Volta às aulas com transporte escolar seguro

06/02/2017 Por:


Hoje é dia de volta às aulas! Para a garotada, é hora de rever os amigos, de fazer outros e começar uma nova etapa. Para os pais, é um período de preocupação. Muitos usam o transporte escolar, mas como garantir a segurança das crianças no trajeto até a escola? Algumas famílias optam por contratar o serviço de transporte escolar, mas você sabe quais são os cuidados que se deve ter?

Antes de fechar negócio, é importante checar se o veículo e o transportador estão autorizados pelo Detran para oferecer o serviço. A van ou o micro-ônibus deve ter uma faixa amarela com a inscrição “ESCOLAR” em toda a extensão das partes laterais e traseira; além disso, o cinto de segurança precisa estar em perfeitas condições de uso – em todos os assentos. Outro item necessário é o selo de vistoriado, pois ele comprova que o veículo passou por uma supervisão.

Depois de conferir essas informações e contratar o serviço, converse com as crianças e peça para que elas fiquem sentadas durante todo o percurso, sempre usando o cinto de segurança.

Procure saber também sobre a conduta do motorista para acompanhar se o trabalho é realizado com profissionalismo.

Um transporte seguro deixa todos mais tranquilos!

Código de Trânsito Brasileiro altera artigos e se torna cada vez mais rigoroso

02/02/2017 Por:

Foto: Senado/Flickr


O excesso de velocidade, a falta de uso dos itens de segurança e a mistura entre bebida e direção são alguns dos principais motivos de acidentes de trânsito em todo o mundo, levando mais de 1,25 milhão de pessoas a óbito por ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Para tentar reduzir o número de acidentes no Brasil – por meio de ações que regulamentem as atividades de planejamento, administração, licenciamento de veículos, formação, habilitação e educação de condutores e futuros condutores –, a legislação de trânsito brasileira está cada vez mais rigorosa. Só em 2016, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) teve 33 artigos alterados.

A adequação mais recente aconteceu em 1° de novembro do ano passado, quando entrou em vigor a Lei Federal 13.281 que, dentre outras medidas que visam à diminuição do número de acidentes e de vítimas do trânsito, reajustou o valor das multas.

A punição para infração leve subiu de R$ 53,20 para R$ 88,38 e, para infração média, de R$ 85,13 para R$ 130,16. Os valores cobrados a quem comete infração grave e gravíssima também aumentaram: de R$ 127,69 para R$ 195,23 e de R$ 191,54 para R$ 293,47, respectivamente.

Além disso, a classificação de algumas infrações também sofreu alteração. O uso de celular ao volante, até então considerado uma infração média, com multa e perda de quatro pontos na carteira, tornou-se gravíssima, com perda de sete pontos. A recusa em fazer o teste do bafômetro, que não era tida como infração, passou a ser infração gravíssima, com o valor multiplicado por 10. Ou seja, quem não fizer o teste poderá ser multado em R$ 2.930. O motorista também terá a habilitação apreendida pelo prazo de 12 meses.

De acordo com especialistas da área, apesar do esforço em adaptar e modernizar a legislação, ainda há muito trabalho a ser feito para tornar as vias do país seguras. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, tem atuado em frentes distintas, apoiando campanhas educativas e ações para melhorar os processos de formação de condutores, além de realizar ações voltadas para a segurança nas estradas e nas ruas.

Fique atento, faça a sua parte e não cometa infrações. Cuide de você e dos demais motoristas e lembre-se: a vida e a segurança devem vir sempre em primeiro lugar!

Tecnologia a favor dos motoristas e pedestres

31/01/2017 Por:


Você sabe o que é um carro autônomo? É um automóvel que dirige sozinho, usando computadores que interpretam dados enviados por radares e sensores para detectar o trânsito ao redor, obstáculos na via e determinar o caminho a ser seguido, a velocidade etc. Esse é um dos temas do momento quando o assunto é mobilidade urbana, mas, enquanto esse conceito não se populariza, a indústria automotiva segue investindo em tecnologias que auxiliam o motorista.

Sistemas que detectam pedestres e freiam o carro automaticamente para evitar atropelamentos é uma das apostas dos fabricantes para os próximos anos. A ideia não é nova, mas somente nos últimos anos é que o assunto passou a ser tratado com mais dedicação por parte da indústria. Volvo, Mercedes-Benz e Honda são algumas das companhias que já têm sistemas de prevenção de acidentes envolvendo pedestres. Mas, atualmente, a Ford é a fabricante que mais tem chamado atenção para esse tipo de tecnologia.

Em alguns países da Europa, a versão do Ford Mondeo, lançado em 2014, já vem com um sistema de detecção de pedestres. No fim de 2016, as vans Ford Transit e Transit Custom também passaram a contar com o recurso, agora aperfeiçoado. A tecnologia, baseada em uma combinação de radar com câmera, foi batizada como Pre-Collision Assist.

A distração por parte dos pedestres é uma das principais causas de atropelamento. Quando não é o transeunte que não se atenta à aproximação de um carro, é o motorista que só percebe tardiamente a presença de uma pessoa à sua frente. É justamente para situações desse tipo que sistemas como o Pre-Collision Assist estão sendo criados. A intenção não é isentar o condutor de suas responsabilidades diante do volante, mas evitar que uma falha de atenção que qualquer pessoa pode cometer leve a uma tragédia – sinais sonoros e visuais são emitidos pelo sistema para alertar o risco de atropelamento, além de preparar mecanismos do freio para que a frenagem possa ser executada mais rapidamente, caso o motorista não reaja instantaneamente. Por fim, se o motorista continuar não respondendo, o sistema aciona os freios sozinho para evitar a colisão.

Pode ter falhas? Sim, nenhuma companhia afirma que a sua tecnologia de detecção de pedestres é 100% garantida. Em 2010, a Volvo deixou isso bem claro do pior jeito: em uma demonstração, um carro da marca com sistema de frenagem automática na presença de pedestres não evitou o atropelamento de um boneco.

Por mais que a tecnologia seja aliada da segurança, devemos continuar atentos ao que acontece à nossa volta enquanto motoristas e pedestres, praticando a direção defensiva e respeitando às leis de trânsito. Opte sempre pela segurança!

Sinal vermelho para o sono ao volante

26/01/2017 Por:

Não deixe o sono te pegar quando você estiver ao volante. Seja no caminho casa – trabalho – casa, na estrada durante uma viagem cansativa, ou mesmo quando você precisar dirigir após algumas noites mal dormidas. Os acidentes de trânsito provocam cerca de 1,24 milhão de mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o sono e o cansaço representam 60% das tragédias causadas nas rodovias, segundo dado da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). A sonolência ao volante já é a segunda maior causa de acidentes nas rodovias brasileiras.

É importante prestar atenção, pois o sono dá pistas de que está chegando. A pessoa se torna mais irritada que o normal ou mais quieta do que o comum. Outros sintomas de sonolência são distúrbios visuais, bocejos seguidos de dificuldade em se manter alerta e concentrado em tarefas. Quando o sono chega, a orientação é parar em algum lugar, andar um pouco, lavar o rosto e ingerir um pouco de água e café. Se persistir, é fundamental procurar um local para descansar, pois, em algumas situações, as pessoas não percebem isso e se envolvem em acidentes.

Para ajudar nesses casos, já estão disponíveis no mercado tecnologias para impedir que o motorista cochile, como o detector de fadiga, que identifica sinais de cansaço e emite um alerta sonoro e visual pedindo para parar o carro e descansar. Se a recomendação não for atendida, ele dispara um alarme. Em automóveis importados, há detectores de sonolência que analisam até o movimento dos olhos. Embora esses aparatos – ainda restritos – têm se mostrado eficientes, a máxima de que o motorista é o principal responsável por sua segurança se mantém indiscutível.

Você sabia que o próprio ato de dirigir pode ser monótono e levar ao sono? As pistas unidirecionais e o conforto do carro ajudam a embalar o motorista.

Veja algumas dicas preventivas para evitar acidentes por causa do sono:

 – O ideal é dormir de sete a oito horas por dia, mas esse tempo varia de pessoa para pessoa. Mantenha horários fixos para dormir e acordar. O importante é que o motorista se sinta descansado e disposto antes de assumir o volante.

– Uma alimentação saudável ajuda a dormir e a acordar bem. Alimentos estimulantes devem ser evitados a noite.
– Evite pegar no volante de madrugada, entre 0h e 8h da manhã, e logo depois do almoço. Nesses horários, o corpo sente mais sonolência.

Desafios e soluções para facilitar os deslocamentos nas cidades brasileiras

24/01/2017 Por:


A mobilidade urbana é um dos seis estudos que o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em parceria com o governo brasileiro, está disponibilizando em seu site com recomendações para implementação de políticas públicas. Esses documentos tiveram um papel importante na preparação da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que aconteceu em outubro de 2016 em Quito, no Equador. Uma das principais discussões foi o desejo de que o estudo possa ser útil para a promoção de um desenvolvimento urbano sustentável.

De acordo com uma pesquisa feita em 2010 pelo Banco Mundial, nos últimos 20 anos, a média do número de veículos por mil habitantes cresceu 6% nas nações membros da OCDE (os mais ricos, entre eles Noruega, França e Dinamarca). Já os indicadores de motorização do Brasil, China, Índia e Rússia cresceram em 89%, 213%, 50% e 34%, respectivamente para o mesmo período, de 2003 a 2009. A cidade do Rio de Janeiro, no mesmo período, teve crescimento populacional de apenas 5%, enquanto o de automóveis foi de aproximadamente 50%.

No Rio de Janeiro, o fenômeno é ainda mais preocupante, se for adicionado o crescimento da frota de motocicletas (300% em 20 anos), que tem sido importante alternativa ao automóvel para enfrentar o congestionamento diário.

A mobilidade urbana é um dos grandes desafios das cidades e, nos últimos anos, vem acontecendo um intenso movimento da iniciativa pública e privada em desenvolver novas soluções para os deslocamentos nos centros urbanos. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, o tempo médio de deslocamento é de 1h44min, ou seja, são mais de três horas por dia dentro de um carro ou, em um ano, 45 dias improdutivos e estressantes.

A ideia do compartilhamento, da melhor utilização do espaço público e de uma nova relação com as cidades vêm ganhando espaço nas discussões sobre mobilidade urbana e devem se desdobrar para dentro das empresas – que deveriam ter como maior desafio a responsabilidade de levar o condutor com segurança para sua família após um dia de trabalho. Isto é, muitas empresas estão passando a entender a maneira como o seu colaborador se desloca e definindo qual é o modal mais adequado para determinado tipo de deslocamento, não olhando somente para os carros, mas para todos os pontos que envolvem a viagem do condutor.

Reduzir o custo da mobilidade, por meio de novas rotas, e implantar outras iniciativas que resultem em soluções econômicas, eficientes, dinâmicas e otimizadas são alguns dos motivos que estão levando as empresas a investirem em soluções inovadoras, que estão incentivando novas alternativas para os deslocamentos nas cidades e transformando a maneira como as pessoas veem a mobilidade.

De acordo com a WRI Cidades Sustentáveis, esse trajeto casa-trabalho-casa representa 50% dos deslocamentos no Brasil. Isso revela o quanto as empresas são importantes para reverter esse cenário caótico do trânsito e da mobilidade urbana nas cidades brasileiras. Elas são parte do problema, mas também podem ser parte da solução. Algumas empresas já atentaram para isso e apresentaram soluções para a melhor mobilidade nas cidades.

Para facilitar o deslocamento de seus colaboradores e contribuir para um trânsito sustentável, o Banco Santander, por exemplo, desenvolveu um Plano de Mobilidade Corporativa, que inclui medidas como a Carona Amiga, linhas de fretados gratuitos, vans, bicicletário, horário flexível e espaço de convivência. Como resultado, conseguiu a redução de mais de dois mil veículos do trânsito da região diariamente, além da diluição do horário de entrada e de saída de outros mais de 1,5 mil veículos, para que não transitassem todos no horário de pico.

Assim como fez o Santander, todas as empresas, independente da área de atuação, podem incentivar essa mudança de comportamento e impactar as cidades de maneira positiva. Outro exemplo é o acordo da AES Ergos com a BYD (Build Your Dreams), que que atua para o desenvolvimento de soluções integradas que envolvam mobilidade urbana. A empresa é a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, com 61,7 mil unidades produzidas até o final de 2015. Com o olhar voltado à sustentabilidade e, sempre com o foco em inovação, a ideia é desenvolver um trabalho de cocriação utilizando a experiência das duas empresas para viabilizar, futuramente, o uso de carros elétricos nas frotas de São Paulo.