Você sabe a hora de parar? Evite o sono e o cansaço ao dirigir!

27/04/2015 Por:


Dormir é uma necessidade básica do organismo para recompor o desgaste gerado durante o dia. Infelizmente, o sono ao volante é uma das principais causas de acidentes nas estradas brasileiras. Por isso, é importante que todos os motoristas gerenciem o seu cansaço e horas de sono de forma responsável.

Antes de viajar – ou de sair para trabalhar, no caso dos motoristas profissionais – planeje o trajeto e marque pontos de parada. Não exagere ao dirigir por longos períodos, principalmente à noite, pois o estado de sonolência diminui os reflexos do condutor facilitando a ocorrência de acidentes.

Veja mais algumas dicas para evitar o cansaço e o sono ao dirigir:

– Não sente ao volante com uma postura relaxada demais, pois facilita a chegada do sono;

– Procure descansar bastante nas horas anteriores à viagem, para já começar o trajeto bem disposto;

– Em estradas com muitas retas e com percurso monótono, procure movimentar os olhos, visualizando a todo o momento os retrovisores, os mostradores do painel e também outros instrumentos do veículo;

– Evite escutar músicas muito relaxantes, dê preferência àquelas mais rápidas.

– Deixe o interior do veículo ventilado e refrescante;

– Não consuma alimentos pesados demais antes ou durante a viagem;

– Jamais utilize medicamentos para forçar o seu organismo a ficar acordado. Respeite os seus limites para garantir a sua segurança.

Seja um motorista responsável. Se estiver cansado, pare e descanse. É um gesto simples que evitará que você coloque em risco a sua vida, dos passageiros, pedestres e dos demais motoristas. Lembre-se, uma piscada um pouco mais demorada pode custar uma vida.

Atenção nas estradas durante o Feriado de Tiradentes

20/04/2015 Por:


Amanhã comemoramos o Dia de Tiradentes, uma homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira. A data é um dos feriados nacionais que comemoramos anualmente e, este ano, por cair em uma terça-feira, sabemos que muitos de nossos leitores aproveitaram para viajar.

Mesmo sendo um feriado com data fixa, podendo ou não resultar em um feriado prolongado, dados da Seguradora Líder-DPVAT apontam um alto número de acidentes no dia 21 de abril. Entre 2009 e 2014, as ocorrências envolvendo veículos automotores cujas indenizações foram solicitadas à Seguradora Líder – DPVAT cresceram principalmente entre as motocicletas, que aumentaram 224,3%, chegando a 895 solicitações no ano passado, para as três coberturas do Seguro DPVAT (Morte, Invalidez Permanente e Reembolso de Despesas Médicas e Hospitalares). Os casos de invalidez permanente para esta categoria de veículos, no mesmo período analisado, cresceram 325,3%, saindo de 174 e chegando a 740. E esses números ainda podem aumentar porque o pedido de indenização pode ser feito em até 3 anos.

Os motoristas são as principais vítimas dos acidentes no feriado de Tiradentes. De 2009 a 2014, houve um aumento de 244,9% de ocorrências para este tipo de vítima, alcançando 745 solicitações do Seguro DPVAT no último ano, sendo 40 para casos de morte.

Em todos os anos analisados, jovens entre 18 e 34 anos foram os que mais estiveram envolvidos nos acidentes de trânsito, sempre representando percentuais superiores a 50% das ocorrências. Em 2013, no Dia de Tiradentes, foram 967 sinistros envolvendo pessoas nessa faixa etária e, em 2014, 636.

Amanhã também é comemorado o Dia Nacional da Paz no Trânsito. Alertamos aos motoristas que dirijam com mais cautela, respeitando as leis de trânsito e assumindo comportamentos seguros. Os veículos devem ser revisados, especialmente pneus e freios. Os acidentes, na maioria dos casos, são provocados por atitudes imprudentes que podem ser evitadas em prol da vida e da segurança nas estradas. Faça a sua parte!

A motocicleta é um meio de transporte que deixa muita gente sem condições de andar

16/04/2015 Por:


Há dez anos fizemos um alerta de que os acidentes com motocicletas, por suas sérias consequências, seriam o problema mais grave de segurança no trânsito brasileiro em poucos anos. Essa previsão já se confirmou há pelos menos cinco anos e os números são cada vez mais dramáticos, mas continuamos sem nenhuma política que ao menos reduza o número de vítimas.

Quando o Código de Trânsito Brasileiro estava para ser promulgado, em 1997, retiraram a proibição de circulação das motocicletas pelo chamado corredor, espaço que fica entre os veículos, que acabou se tornando o corredor da morte. Com isso abrimos a brecha para os fabricantes de motocicletas enfatizarem as vantagens das motos no trânsito caótico dos grandes centros. Pelo preço das motocicletas de baixa cilindrada, ficou fácil massificar seu uso e depois invadir o interior do Brasil, tão carente de transporte. Hoje os veículos de duas rodas são usados até na roça e transportam, muitas vezes, famílias e não apenas indivíduos.

Nesse sentido, os números do DPVAT oferecem uma sucessão de alertas inestimáveis. No ano passado 76% das indenizações pagas pela Seguradora Líder, que administra o DPVAT, foram para acidentes envolvendo motocicletas, apesar deste veículos representarem apenas 27% da frota nacional. Foram mais de 580 mil vitimas em acidentes com motocicleta, o equivalente a população de cidades como Cuiabá, Porto Velho, Londrina, Niterói, Joinville. Sendo que mais de 350 mil vítimas ficaram com invalidez permanente. É como se todos os habitantes de Vitória, capital do Espírito Santo, ficassem inválidos. E a cada ano temos uma nova cidade desse porte na mesma condição.

A equipe técnica do DPVAT tem levado essas informações às autoridades, em todas as esferas, federal, estadual e municipal. A imprensa tem divulgado inúmeras matérias sobre a dimensão do problema, mas a sociedade continua atônita e passiva assistindo essa sucessão de tragédias com impacto humano colossal, sem falar os custos para a economia do país de manter tanta gente inválida.

Não adianta mais soluções paliativas, é preciso radicalizar para tentar literalmente estancar o sangue dos acidentes com motocicletas. Na nossa avaliação, é fundamental mudar a legislação do trânsito para que não tenhamos mais circulação de motocicletas no chamado corredor. Lógico que isso vai gerar uma grande revolta dos proprietários desses veículos, mas para salvar vidas, às vezes precisamos radicalizar.

As fiscalizações quanto ao uso de capacete, condições da motocicleta, documentação, habilitação, pagamento do IPVA, DPVAT, tudo isso tem que ser controlado com um rigor literalmente radical. Da mesma forma, não pode haver nenhum incentivo a fabricação de motocicletas, principalmente de baixa cilindrada. Não é possível que tenhamos incentivo fiscal para a produção e venda de veículos que provocam tantas mortes e principalmente deixam todos os anos centenas de milhares de inválidos.

Rodolfo Alberto Rizzotto
Formado em Direito e Economia, coordena o programa de segurança nas estradas SOS Estradas e edita o site www.estradas.com.br, onde é possível acompanhar os temas de seus artigos também em arquivos de áudio, disponíveis para download.

Já ouviu falar em ecodriving? Conheça uma forma de condução mais consciente

13/04/2015 Por:


Adotar hábitos de condução mais eficientes, ecológicos e seguros faz com que o condutor aproveite o melhor da capacidade dos veículos, otimiza os consumos, reduz a poluição e o ruído e, consequentemente, contribui para a diminuição do número de acidentes rodoviários. Essa forma mais consciente de direção tem o nome de ecodriving ou eco-condução, em português.
Para quem deseja adotar esse comportamento no dia a dia, há algumas regrinhas básicas:

– Ligue o motor do carro somente quando for efetivamente sair e desligue quando ficar parado por mais de um minuto;

– Planeje a sua rota e preveja o fluxo de trânsito, uma vez que ajuda a evitar voltas desnecessárias e gasto de combustível;

– Obedeça ao limite de velocidade das vias, pois também economiza combustível, além de ser uma medida importante de segurança;

– Utilize o ar condicionado apenas quando for realmente necessário;

– Verifique a pressão dos pneus, pelo menos, uma vez por mês. Um pneu descalibrado pode ser o responsável pelo aumento do consumo de combustível devido à resistência ao rolamento e também pode causar acidentes.

O ecodriving gera uma série de benefícios como a redução de custos com a manutenção do veículo, a diminuição das emissões de CO2, gera menos estresse durante a condução e diminui o risco de acidentes, considerando que os casos de acelerações bruscas e travagens são menores.

Adote esta iniciativa e seja um condutor mais consciente!

Precisamos de um manual para orientar as vítimas de trânsito

09/04/2015 Por:


A imagem de centenas de pessoas na missa ecumênica realizada em União da Vitória no Paraná, em homenagem as vítimas do acidente de ônibus que deixou 51 mortos, demonstra claramente que um acidente de trânsito faz muito mais vítimas dos que aparecem nas estatísticas. São familiares, amigos, colegas de trabalho, enfim, centenas de pessoas que sofrem em função de um único acidente desta envergadura mas não fazem parte dos números oficiais. Quem perdeu um filho no acidente não entra nas estatísticas mas também é vítima.

Por outro lado, é preciso também preparar alguns serviços que possam ajudar na orientação das vítimas e seu familiares após o acidente e atendimento das equipes de resgate. Assim como os médicos têm um manual com todos os procedimentos na hora do socorro, é preciso usar o mesmo conceito para o pós acidente. Tanto prefeituras como delegacias policiais e hospitais precisam aperfeiçoar a forma de orientar as vítimas e seus familiares.

Nesse sentido, seria interessante que criassem uma espécie de manual das vítimas de trânsito, com todas as informações sobre o que fazer após um acidente. Desde questões pertinentes ao seguro DPVAT, tipo como receber e evitar ser enganado, assim como orientações sobre os procedimentos necessários em caso de morte e invalidez permanente juntos aos diversos órgãos.

Isso minimizaria o drama das famílias que, além de sofrer com a morte, ficam desorientadas até para conseguir um atestado de óbito, liberar recursos de banco, mudar o nome do destinatário das contas, dar entrada em processos na previdência social, enfim, procedimentos necessários para quem perde um familiar ou quando a vítima sobrevive mas fica com lesões tão graves que não pode mais trabalhar.

O Estado, nas suas diversas esferas, pode contribuir reduzindo a burocracia, simplificando os procedimentos e até reduzindo custos para as pessoas mais humildes.

Além disso, é preciso orientação psicológica, sobre como lidar com a situação, principalmente quando a vítima deixa filhos pequenos e desamparados. O acidente é diferente da morte natural para a qual normalmente as pessoas já tomam providências ou estão mais preparadas emocionalmente para enfrentá-la.

Enfim, precisamos nos organizar melhor para lidar com uma situação que envolve centenas de milhares de pessoas todos os anos. O indivíduo não está preparado para lidar com as consequências de um acidente grave, mas a sociedade e o Estado tem a obrigação de estar.

Rodolfo Alberto Rizzotto

Formado em Direito e Economia, coordena o programa de segurança nas estradas SOS Estradas e edita o site www.estradas.com.br, onde é possível acompanhar os temas de seus artigos também em arquivos de áudio, disponíveis para download.