Nosso comportamento no trânsito revela o país que queremos

26/10/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

Nos últimos anos, diversas investigações da Justiça revelaram apenas a ponta do iceberg da corrupção. Muitas vezes, avaliamos que o comportamento do povo de um país no trânsito revela que tipo de sociedade impera e como são os políticos daquela nação. Quanto mais respeito no trânsito, menos corrupção.

Em qualquer grande cidade brasileira, assistimos diariamente representantes da elite levando os seus filhos para a escola. A maioria dessas escolas são particulares. Muitos deles param em locais onde não é permitido e outros, em fila dupla, como se tivessem mais direitos do que os outros. Essa postura, muitas vezes, passa dos pais para seus filhos, porque eles são os exemplos que conhecem e tem muita semelhança com o comportamento de muitos políticos e agentes públicos no Brasil.

Nas estradas, muitos motoristas ainda respeitam as normas, mas outros trafegam pelo acostamento, ultrapassam em local proibido, conduzem em excesso de velocidade e depois exibem todas essas infrações com orgulho em redes sociais como o Facebook, por exemplo. Talvez seja por pura exibição, mas com certeza, também pela convicção da impunidade, algo que é bastante frequente no setor público, seja no Executivo como no Legislativo.

Nas cidades, o processo é similar. Pessoas atravessam fora da faixa de pedestres e não esperam o sinal abrir para realizar a travessia. A justificativa? A pressa, ou seja, a minha necessidade de chegar logo do outro lado é mais importante do que respeitar as leis. Quando falo isso, lembro do meu velho pai que, já bem idoso, quando atravessava a rua na faixa e com sinal fechado para o trânsito me alertava sobre os motoristas, brincando: “Rápido, eles já nos viram!”. Era um jeito bem-humorado de lembrar que o homem atrás do volante, com o poder nas mãos, costuma esquecer rapidamente que, no trânsito, assim como na vida, somos todos pedestres.

Outro exemplo são os motociclistas, que exigem respeito dos demais motoristas, mas trafegam em alta velocidade no corredor e ficam extremamente irritados quando alguém não os vê. Muitos deles não pagam o Seguro DPVAT, apesar dos acidentes que os envolvem consumirem mais de 70% das indenizações. Queremos direitos, mas não aceitamos deveres. Esse é o lema.

Quando somos multados, normalmente vociferamos contra a chamada “indústria da multa”, criticamos o abuso das autoridades e sempre procuramos um jeito de justificar nossa infração. Os políticos também fazem isso: quando flagrados pela Justiça, negam tudo e ainda acusam quem os pune. Por isso, temos tantos parlamentares infratores dispostos a aprovar leis para não punir os que cometem crimes no trânsito, assim como pessoas dispostas a corromper um guarda para não ser multado.

Uma sociedade que atravessa na faixa, não ultrapassa em local proibido, não trafega pelo acostamento e não suborna agentes de trânsito, com certeza, vive num país com menos corrupção e desigualdades. Nosso comportamento no trânsito revela o tipo de país que queremos. Então, qual o Brasil que queremos?

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

Cinco curiosidades sobre a Seguradora Líder-DPVAT #Parte2

25/10/2017 Por:

A Seguradora Líder-DPVAT é responsável pela gestão do Seguro DPVAT, um seguro de cunho social que cobre todas as pessoas em território nacional em casos de acidente de trânsito. A gente sabe que uma operação que cuida de mais de 200 milhões de brasileiros em mais de 5 mil municípios tem características no mínimo curiosas, não é mesmo? Para você ficar por dentro do universo do Seguro DPVAT, preparamos mais uma série de curiosidades da Seguradora Líder-DPVAT. Confere aí!

 1) É obrigatório, mas não é imposto!

O Seguro DPVAT é pago anualmente por todos os proprietários de veículos automotivos (carros, motos, ciclomotores, ônibus, van e caminhão). Por ter uma forte característica social, e ser obrigatório, muita gente confunde com um tributo. Mas não é. Existem diversos modelos de seguros no Brasil, como o de condomínio, trem e barco, que são obrigatórios e privados, mas não se tratam de tributos. O Seguro DPVAT também é assim.

2) Ajuda o Brasil

Metade do que é arrecadado anualmente pela Seguradora Líder-DPVAT com o Seguro DPVAT vai diretamente para o Governo Federal. Desse repasse, 45% é destinado ao Sistema Único de Saúde, para custear atendimento às vítimas de trânsito, e 5% ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para ações educativas com foco na prevenção de acidentes. A outra metade é administrada pela Seguradora Líder-DPVAT para o pagamento das indenizações às vítimas.

3) Se atrasar o pagamento, não tem multa, mas…

Os proprietários de veículos automotores que pagam o Seguro DPVAT fora do prazo, que em alguns Estados, é o mesmo do vencimento do IPVA para cada placa, não pagam multa. No entanto, o único caso de acidente de trânsito que o Seguro DPVAT não cobre é quando o proprietário de veículo está inadimplente e sofre um acidente na condução do seu veículo. Neste caso, todas as outras vítimas envolvidas (passageiros, outros motoristas e pedestres) continuam cobertas.

4) Cuidado com a hora do congestionamento

Segundo o Centro de Estatística da Seguradora Líder-DPVAT (sim, há um setor dedicado à análise das estatísticas de pagamento de indenização), as horas compreendidas entre 13h e 20h correspondem a 45% dos acidentes de trânsito em todo o Brasil. Durante esse período, é bom redobrar os cuidados. 😉

5) Tanque de guerra

Para conscientizar as pessoas sobre a importância do bom comportamento no trânsito, a Seguradora Líder-DPVAT já colocou até um tanque de guerra nas ruas de Curitiba (PR). Essa ação foi muito legal e você pode conferir aqui.

Tem mais alguma curiosidade que você queira saber? Compartilha com a gente aqui. Até a próxima!

Conheça os mitos que são divulgados sobre o Seguro DPVAT

20/10/2017 Por:

O Seguro DPVAT é um direito de toda a população brasileira que se acidenta no trânsito. Ele auxilia os acidentados em casos de reembolso de despesas médicas, invalidez permanente e morte. Logo, é um seguro extremamente abrangente e capilarizado no Brasil. Imagine a operação necessária para garantir um benefício para 207,7 milhões de habitantes em um país de dimensões continentais como o nosso? É muita responsabilidade!

Por ser um modelo de seguro requerido por muita gente e que apresenta diversas nuances legais, muitas informações incorretas acabam sendo divulgadas sobre o DPVAT em veículos de comunicação. Este é o nosso tema de hoje no blog. Preparamos para você uma lista dos mitos publicados com mais frequência por aí, que acabam provocando confusão e dúvida nas pessoas. Quer ficar bem informado? Confere só!

MITO: O modelo de gestão do Seguro DPVAT é um monopólio privado no país. 

REALIDADE: O sistema de gestão do Seguro DPVAT não é um monopólio. Até porque qualquer seguradora autorizada a operar no país, no segmento de seguros de danos e/ou pessoas, pode aderir ao Consórcio. Trata-se de um modelo de administração centralizada, que garante atendimento adequado e agilidade no pagamento de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito, facilitando seu controle, acompanhamento e fiscalização. Sua implantação reduziu a inadimplência, elevou o número de pontos de atendimento em todo o país e reduziu custos, além disso, vem garantindo o cumprimento da finalidade social do Seguro DPVAT.

MITO: O modelo de livre escolha, com venda de seguros intermediada por corretores, é o mais adequado. 

REALIDADE: O modelo de livre escolha já foi adotado anteriormente, sem sucesso, devido ao elevado nível de inadimplência, que, na prática, desconstrói a finalidade social e o caráter universal do Seguro DPVAT. No período em que vigorou – de 1974, data de criação do DPVAT, até 1986 –, a inadimplência alcançou mais de 60%, praticamente inviabilizando o Seguro.

MITO: As altas despesas administrativas da Seguradora Líder-DPVAT fazem com que o valor a ser pago seja maior pela população e o da indenização menor. 

REALIDADE: O valor do prêmio do Seguro DPVAT, fixado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP, autarquia federal ligada ao Ministério da Fazenda), não recebe reajuste no valor do prêmio desde 2013. Pelo contrário: em 2017, esse valor foi reduzido em 37%. Para que o valor da indenização paga aos beneficiários do Seguro DPVAT aumente, é necessária uma atualização da Lei Nº 6.194, de 1974, que deve ser feita pelo Poder Legislativo.

MITO: Uma moto de 100 cilindradas deveria pagar menos do que uma de 300 cilindradas. 

REALIDADE:  O valor do prêmio do Seguro DPVAT – que é pago pelo proprietário de veículo automotor – é definido de acordo com o índice de sinistralidade de cada veículo e não pela sua potência. Neste caso, o valor da moto é superior aos dos demais veículos porque esta gera mais acidentes – corresponde a 75% das indenizações, para sermos mais exatos. Se a lógica para formação de preço funcionasse dessa maneira, um carro 1.0 pagaria menos do que um 2.0, não é mesmo?

MITO: O dinheiro arrecadado com o Seguro DPVAT é destinado à manutenção de rodovias e estradas. 

REALIDADE: Por lei, do total dos recursos arrecadados pelo Seguro DPVAT, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Outros 5% são repassados ao Denatran, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50%, administrados pela Seguradora Líder-DPVAT, são destinados ao pagamento das indenizações.

Sabe de mais algum mito que rola por aí? Então conta pra gente aqui nos comentários! 🙂

Acenda uma luz para a vida nas estradas

19/10/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

Está completando 1 ano da aplicação da chamada “Lei dos Faróis”, que tornou obrigatório o uso de faróis com luz baixa sempre que o condutor estiver na estrada, inclusive durante o dia.

Muitos países já adotaram a medida. A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), órgão americano responsável pela segurança viária, realizou um estudo que comprovou que acender os faróis de dia reduz em 5% as colisões entre carros e em 12% os acidentes envolvendo pedestres e ciclistas.

Os países com clima frio já trazem resultados expressivos sobre o uso de faróis. Na Suécia, por exemplo, as colisões caíram 11% e, na Dinamarca e na Hungria, 8%.

Essa medida se torna ainda mais importante nos veículos de cores escuras, naturalmente difíceis de se perceber nas estradas porque se confundem com o próprio asfalto. Especialmente nestes veículos, os faróis acesos ajudam outros motoristas a perceber quem está vindo no sentido contrário, assim como auxiliam os pedestres e ciclistas a visualizar a presença do veículo com maior antecedência.

Dirigir com os faróis desligados na rodovia é uma infração média, com multa de R$ 130,16 e perda de quatro pontos na carteira. Naturalmente, essa infração ou qualquer outra norma que puna com multa, encontra a resistência de uma boa parcela dos condutores. O mesmo aconteceu com as faixas refletivas obrigatórias nos caminhões e ônibus, com o cinto de segurança, mas hoje seu uso é defendido por quase todas as pessoas.

O resultado prático é que esse tipo de medida, sem custo para a sociedade, permite reduzir os acidentes, mortos, feridos, despesas no sistema de saúde, previdência e até mesmo a necessidade de pagar indenizações para vítimas pelo Seguro DPVAT.

Portanto, como dizia uma campanha da Polícia Rodoviária Federal, acenda uma luz pela vida: ligue os faróis nas estradas mesmo de dia.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

Vai viajar com seu pet? Se liga nas dicas de segurança!

17/10/2017 Por:

Falta pouco mais de dois meses para o fim do ano e chegou a hora de programar aquela viagem bacana. Nela, não pode faltar ninguém, muito menos os amados bichinhos de estimação, não é? Mas, assim como nós, os pets também precisam de proteção para seguirem seguros no trânsito. Por isso, foram criadas leis específicas para definir o que pode e o que não pode no transporte de animais em veículos automotores. O artigo 169 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, determina multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira para animais com a cabeça para fora da janela. Já os motoristas com animais no colo ou no banco do carona podem receber multa no valor de R$ 85,13. Para você ficar por dentro, queremos te apresentar outras regras:

Automóveis

No carro, seja na estrada ou em trajetos curtos, os animais não podem andar soltos. Hoje em dia, existem vários modelos e marcas de adaptadores de cinto de segurança veicular para cães. Trata-se de um extensor de nylon para encaixar no cinto do carro, que tem uma fivela universal de ferro e regulagem. É ótimo para cães grandes. Para os animais de até 10 quilos, existem os assentos que ficam presos aos cintos de segurança do carro e o cão fica com uma coleira peitoral anexada ao equipamento.

Para os gatos, a melhor opção é a caixa de transporte, pois, geralmente, eles se sentem mais confortáveis em um local reservado só para eles. Um ponto de atenção para a caixa é que ela não deve ser muito grande, nem muito pequena. Se sobrar muito espaço, em caso de acidente, certamente, o animal vai se machucar mais.

Sobre as motos, vale dizer que o transporte de animais além de ser proibido, é muito perigoso, certo?!

Ônibus de viagem

Nos ônibus, as regras são as mesmas, mas os donos devem se atentar também para as normas de cada companhia. O animal, seja ele qual for, não pode viajar solto. São aceitos bichos de até 10 quilos, com atestado de saúde do animal e apresentação da carteira de vacinação em dia. As empresas de ônibus também recomendam que o responsável compre um assento, dessa forma, o animal viaja com conforto e utiliza o cinto de segurança do banco. Outra exigência que algumas empresas fazem é que o bichinho seja tranquilizado com medicamentos prescritos pelo veterinário. Sobre os animais silvestres, quando o transporte é permitido, uma autorização do Ibama é exigida.

Importante lembrar que, no caso dos cães-guias, o embarque deles é sempre permitido e nenhuma taxa extra deve ser cobrada.

Alimentação, paradas e temperatura

 Outro aspecto que deve ser observado antes de fazer uma viagem com animais domésticos é a alimentação. Para que o animal não enjoe, o ideal é não dar alimento a ele pelo menos três horas antes de pegar a estrada. A hidratação, no entanto, deve ser feita constantemente. As paradas, a cada 60 minutos, são importantes para que o pet faça as necessidades fisiológicas e estique as patinhas. A temperatura do veículo também precisa estar adequada. Então, não hesite em ligar o ar condicionado.

Preparado para seguir viagem com seu pet? Se você tiver alguma outra dica legal de segurança, compartilhe com a gente aqui nos comentários. 😉