Arquivos mensais: dezembro 2017

DPVAT: o seguro do trânsito brasileiro  

14/12/2017 Por:

Você já sabe que o DPVAT, seguro administrado pela Seguradora Líder, tem caráter social e ampara todas as vítimas de acidentes de trânsito em todo o Brasil, não é? Mas você sabia que em dezembro comemoramos 50 anos da regulamentação do seguro? Isso mesmo! 😉

Há meio século, em dezembro de 1967, foi regulamentada a obrigatoriedade do Seguro de Responsabilidade Civil dos Proprietários de Veículos Automotores de Vias Terrestres, hoje conhecido como Seguro DPVAT – Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. Desde a assinatura do decreto, o DPVAT passou a ser pago por todos os proprietários de veículos automotores, uma única vez ao ano, junto com o IPVA, ou até o licenciamento, no caso de veículos isentos do imposto.

Hoje em dia, ele representa uma importante fonte de receita para a União e, por aqui, temos muito orgulho disso! \o/ Do total arrecadado, 45% são repassados diretamente ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e ao Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de fazer frente aos custos de procedimentos médico-hospitalares decorrentes da assistência a vítimas de acidentes; e 5% são repassados ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para a realização de campanhas e outras iniciativas no âmbito da Política Nacional de Trânsito. Os 50% restantes constituem o montante efetivamente destinado à Seguradora Líder-DPVAT, para o pagamento de indenizações, despesas operacionais e administrativas derivadas da operação do seguro obrigatório.

Como a gente quer que você conheça tudo sobre o Seguro DPVAT, que tal falarmos um pouco sobre as suas coberturas? O Seguro oferece cobertura para ocorrências que resultem em morte, invalidez permanente (total ou parcial) e despesas médico-hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito. A indenização é paga em até 30 (trinta) dias após a entrega da documentação completa. O pedido de indenização pode ser realizado gratuitamente em um ponto oficial de atendimento pelo próprio demandante ou seus familiares e você pode fazer tudo sozinho! A proteção é assegurada por um período de até 3 anos a partir da data de registro do acidente. 😉

Vale lembrar que o seguro é oferecido independente de culpa no acidente: se houver uma vítima, ela será beneficiada, por isso, o DPVAT é tão importante. Esse é um instrumento de proteção social que beneficia todos os brasileiros.

Dicas para quem vai pegar a estrada nos feriados do final de ano

14/12/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

O fim de ano já chegou e muita gente aproveita essa oportunidade para pegar a estrada com os amigos ou com a família. Porém, antes de partir, é importante verificar as condições do seu veículo, como o estado dos pneus, dos limpadores de parabrisa, das luzes, do óleo, dos freios e se a documentação do carro está em dia.

O horário escolhido para fazer as viagens também é muito importante para garantir a segurança: o ideal é pegar a estrada de dia, evitando os horários de pico. Além disso, o motorista deve estar sempre descansado e se programar para fazer paradas a cada 2h de direção, com o objetivo de se alongar e recuperar seus reflexos. Outra dica está na bagagem, que deve estar sempre acomodada de forma adequada, já que o excesso de peso compromete a segurança do condutor.

As crianças também devem estar acomodadas na cadeirinha, conforme a sua idade. Mas não é só para elas que o cinto de segurança é obrigatório: demais ocupantes também devem utilizá-lo, inclusive aqueles que viajam de ônibus.

Nunca viaje com mais pessoas do que a capacidade do seu veículo e tenha sempre água, biscoitos e frutas dentro do seu carro. É comum, quando acidentes param a estrada, sentir fome e sede dentro de um veículo, uma situação nada agradável, principalmente quando se viaja com crianças a bordo.

Outro fator que pode gerar incômodo é dirigir com os vidros abertos. É importante mantê-los fechados, ainda que o veículo não tenha ar-condicionado, afinal, insetos e pedras podem invadir o carro inesperadamente e ferir o condutor ou tirar a sua atenção, causando acidentes.

Respeite a sinalização da estrada e somente ultrapasse quando for permitido e houver visibilidade. Outras dicas válidas nesse momento: viajar sempre com os faróis acesos, respeitar o limite de velocidade, nunca usar o celular ao volante e jamais dirigir sob o efeito de álcool ou drogas, além de deixar o acostamento sempre livre.

Nas rodovias concedidas, procure ter sempre a mão o telefone 0800 para solicitar socorro ou obter informações. Anote também o telefone das polícias rodoviárias. No caso de rodovias federais, o número é sempre 191.

Por fim, aproveite ao máximo a viagem e lembre-se que o importante é chegar com segurança, independentemente do tempo que isso leve.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

O futuro do transporte

11/12/2017 Por:

A tecnologia tem cada vez mais se aprimorado para facilitar a nossa vida, não é mesmo? E isso não poderia ser diferente quando o assunto é transporte público. Todos os anos, países investem em ações que aliam tecnologia e mobilidade urbana para maior conforto dos usuários nas grandes cidades.

Em países como França, Espanha e Alemanha, os meios de transporte automatizados, por exemplo, já são uma realidade, garantindo um salto de qualidade. Iniciativas como essas refletem no aumento da capacidade da frota, menor tempo de espera, maior segurança na operação e diminuição no impacto ambiental. 😉

No Brasil, essa realidade ainda é um pouco diferente e temos muitos pontos a melhorar. Segundo o Instituto Akatu, o país deixa de gerar R$ 90 bilhões por ano com a perda de produtividade dos trabalhadores que passam, pelo menos, meia hora por dia no trânsito. Esse montante é equivalente a 2,5% do PIB. :O Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os moradores das nove maiores regiões metropolitanas do país gastam, em média, 1 hora e 22 minutos por dia no transporte coletivo. A tecnologia poderia ser uma maneira de resolver o problema e encontrar soluções para o nosso sistema de transporte público.

Pensando nisso, vamos conhecer juntos algumas das tendências de mobilidade? \o/

Direção automatizada

Os trens e metrôs operados remotamente por meio de softwares de controle, conhecidos como sistemas driverless, já são uma realidade. Essa automação possibilita programar a velocidade e o intervalo dos trens conforme a necessidade e até determinar o tempo de abertura das portas, pessoal. A tecnologia oferece mais conforto, rapidez e segurança aos usuários.

Em Paris, na França, o metrô é um bom exemplo dos benefícios desse modelo. Inaugurada em 1900, a linha 1, a mais tradicional da cidade, concluiu a migração de sistema em 2013. Com a mudança, os intervalos entre um trem e outro foram reduzidos de 105 segundos para 85 segundos – o que permitiu aumentar a capacidade de passageiros em quase 50%. Como os trens estão perfeitamente sincronizados, a necessidade de fazer paradas bruscas é menor, reduzindo o consumo de energia em 15%. Bem legal, não é?

Planejamento em tempo real

Programas de análise de dados em tempo real têm transformado a rotina do trânsito ao redor do mundo. Os sistemas de monitoramento permitem mudar os padrões do tráfego, reprogramando o intervalo dos semáforos para aliviar congestionamentos. Em Berlim, por exemplo, já é realidade a utilização de um sistema que cruza informações fornecidas por órgãos oficiais para fazer cálculos de curto prazo e assim informar os usuários sobre a situação do trânsito no momento. As informações são exibidas nas paradas de trens e ônibus, estacionamentos públicos e displays espalhados pela cidade.

Conexão com o usuário

O acesso a celulares com mais tecnologia tem tornado os usuários mais conectados, o que abre caminho para sistemas que permitem ao cidadão acompanhar o trânsito nas cidades.

Já existem cidades com sistemas de mobilidade inteligente, onde aplicativos são capazes de mostrar o panorama geral em tempo real da rede de transporte. É o caso de Barcelona, na Espanha, onde o órgão responsável pelos serviços de transporte urbano na cidade implantou um sistema de gestão que calcula o tempo percorrido por ônibus e trens e mantém essa informação permanentemente atualizada e acessível nos sete aplicativos de que dispõem. Com a ferramenta, 90% dos ônibus conseguem cumprir seu horário, mais que o dobro da média de 10 anos atrás. Os passageiros, por sua vez, contam com estimativas de tempo mais precisas para planejar sua viagem, o que aumenta a comodidade.

E você? Qual o seu sonho de consumo tecnológico para ajudar na mobilidade do dia a dia? Conta para a gente aqui nos comentários. 😉

 

Pilotando com segurança: mudança na formação dos motociclistas

08/12/2017 Por:
 

Em busca de alternativas ao transporte público e para fugir dos grandes congestionamentos, muitos brasileiros encontram nas motos uma opção barata e eficaz. Segundo os dados do Anuário do Transporte, publicação divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), nos últimos 15 anos a frota de motos aumentou 402,2%. Em números absolutos são 20,2 milhões de unidades registradas até 2015, ou 27% da frota nacional. Números bem grandes, não é, pessoal? Apesar disso, os motociclistas são os que mais sofrem acidentes e respondem por 74% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT de janeiro a outubro de 2017, de acordo com o Boletim Estatístico da Seguradora Líder.

Por aqui, a gente sabe que tem uma pergunta que sempre surge em relação a esses dados que falam sobre indenização: por que tantos motociclistas se envolvem em acidentes? Essa pergunta tem muitas respostas possíveis. Uma delas é a formação deste condutor, que encontra várias deficiências, como falta de padronização das aulas, o pouco preparo dos instrutores e a própria metodologia das aulas práticas, que preparam o motociclista para passar no exame, mas não a andar nas ruas.

Pensando nisso, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) está preparando um documento para reestruturar a formação de condutores a partir de 2018. Uma das novidades serão as cerca de dez mudanças a serem aplicadas no processo de formação. A boa notícia é que os interessados em tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vão passar mais tempo na prática antes de tirar a carteira. Vai ser preciso mais esforço antes de sair pilotando pelas cidades, pessoal! 😉

O objetivo é melhorar a qualidade na formação dos futuros condutores. Entre as principais mudanças está o aumento da carga horária nas aulas, que irão passar de 70 para 90 horas. Além disso, o registro será por biometria e vídeomonitoramento da participação dos alunos nas aulas práticas e teóricas.

Esse documento vai ser enviado até o final de dezembro para o Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) e, caso as mudanças sejam aprovadas, elas passarão a ser aplicadas em 180 dias. \o/

Essa iniciativa de políticas públicas para maior educação e preparação dos motociclistas já são um primeiro passo em direção a um trânsito mais seguro e com menos acidentes. E você, o que acha dessas mudanças na formação destes condutores? Conta para a gente a sua opinião aqui nos comentários. 😉

 

O que podemos aprender sobre os exames médicos de motoristas com a tragédia ocorrida em Pernambuco?

07/12/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

No final do ano passado, um motorista de 26 anos com histórico de abuso de drogas e álcool desde a adolescência, envolvido em vários acidentes, passou o sinal vermelho numa velocidade de 108 km/h em uma avenida de Recife, cujo limite era de 60km/h e colidiu com outro veículo. Como resultado, o acidente vitimou 3 pessoas, sendo a esposa do outro condutor, seu filho e a babá do seu filho, que estava grávida. Sobreviveram apenas o marido e uma filha pequena.

O jovem motorista estava visivelmente alcoolizado e possivelmente sob efeito de drogas. Ele sofreu ferimentos leves e foi preso. A repercussão foi tão grande que a polícia apresentou a conclusão do inquérito apenas oito dias depois. A quantidade de testemunhas e o histórico do causador do acidente também ajudaram na apuração da tragédia.

Existem muitas lições para extrair desse episódio e evitarmos que novos crimes de trânsito como este ocorram. Entretanto, o que queremos destacar é a necessidade de revermos os exames médicos de motoristas no Brasil. Todos os condutores são obrigados a passar por esses exames, mas denúncias afirmam que estes, muitas vezes, não são confiáveis.

No caso deste acidente de Pernambuco, vemos que estas denúncias estão corretas. Afinal, como um jovem que, desde a escola, era um usuário de drogas, tinha como hábito dirigir alcoolizado e, por diversas vezes, foi internado, conseguiu passar pelo exame médico sem que o profissional especializado em Medicina de Tráfego identificasse esse problema? Na mesma linha de raciocínio, nas operações de saúde realizadas com caminhoneiros nas estradas, até 40% dos motoristas examinados são identificados com deficiência visual, embora esse fato não apareça registrado na CNH.

Portanto, não importa a categoria da CNH do motorista, é evidente que precisamos investigar a qualidade desses exames médicos, que não podem servir apenas para gerar receita.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.