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Conheça os mitos que são divulgados sobre o Seguro DPVAT

20/10/2017 Por:

O Seguro DPVAT é um direito de toda a população brasileira que se acidenta no trânsito. Ele auxilia os acidentados em casos de reembolso de despesas médicas, invalidez permanente e morte. Logo, é um seguro extremamente abrangente e capilarizado no Brasil. Imagine a operação necessária para garantir um benefício para 207,7 milhões de habitantes em um país de dimensões continentais como o nosso? É muita responsabilidade!

Por ser um modelo de seguro requerido por muita gente e que apresenta diversas nuances legais, muitas informações incorretas acabam sendo divulgadas sobre o DPVAT em veículos de comunicação. Este é o nosso tema de hoje no blog. Preparamos para você uma lista dos mitos publicados com mais frequência por aí, que acabam provocando confusão e dúvida nas pessoas. Quer ficar bem informado? Confere só!

MITO: O modelo de gestão do Seguro DPVAT é um monopólio privado no país. 

REALIDADE: O sistema de gestão do Seguro DPVAT não é um monopólio. Até porque qualquer seguradora autorizada a operar no país, no segmento de seguros de danos e/ou pessoas, pode aderir ao Consórcio. Trata-se de um modelo de administração centralizada, que garante atendimento adequado e agilidade no pagamento de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito, facilitando seu controle, acompanhamento e fiscalização. Sua implantação reduziu a inadimplência, elevou o número de pontos de atendimento em todo o país e reduziu custos, além disso, vem garantindo o cumprimento da finalidade social do Seguro DPVAT.

MITO: O modelo de livre escolha, com venda de seguros intermediada por corretores, é o mais adequado. 

REALIDADE: O modelo de livre escolha já foi adotado anteriormente, sem sucesso, devido ao elevado nível de inadimplência, que, na prática, desconstrói a finalidade social e o caráter universal do Seguro DPVAT. No período em que vigorou – de 1974, data de criação do DPVAT, até 1986 –, a inadimplência alcançou mais de 60%, praticamente inviabilizando o Seguro.

MITO: As altas despesas administrativas da Seguradora Líder-DPVAT fazem com que o valor a ser pago seja maior pela população e o da indenização menor. 

REALIDADE: O valor do prêmio do Seguro DPVAT, fixado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP, autarquia federal ligada ao Ministério da Fazenda), não recebe reajuste no valor do prêmio desde 2013. Pelo contrário: em 2017, esse valor foi reduzido em 37%. Para que o valor da indenização paga aos beneficiários do Seguro DPVAT aumente, é necessária uma atualização da Lei Nº 6.194, de 1974, que deve ser feita pelo Poder Legislativo.

MITO: Uma moto de 100 cilindradas deveria pagar menos do que uma de 300 cilindradas. 

REALIDADE:  O valor do prêmio do Seguro DPVAT – que é pago pelo proprietário de veículo automotor – é definido de acordo com o índice de sinistralidade de cada veículo e não pela sua potência. Neste caso, o valor da moto é superior aos dos demais veículos porque esta gera mais acidentes – corresponde a 75% das indenizações, para sermos mais exatos. Se a lógica para formação de preço funcionasse dessa maneira, um carro 1.0 pagaria menos do que um 2.0, não é mesmo?

MITO: O dinheiro arrecadado com o Seguro DPVAT é destinado à manutenção de rodovias e estradas. 

REALIDADE: Por lei, do total dos recursos arrecadados pelo Seguro DPVAT, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Outros 5% são repassados ao Denatran, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50%, administrados pela Seguradora Líder-DPVAT, são destinados ao pagamento das indenizações.

Sabe de mais algum mito que rola por aí? Então conta pra gente aqui nos comentários! 🙂

Acenda uma luz para a vida nas estradas

19/10/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

Está completando 1 ano da aplicação da chamada “Lei dos Faróis”, que tornou obrigatório o uso de faróis com luz baixa sempre que o condutor estiver na estrada, inclusive durante o dia.

Muitos países já adotaram a medida. A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), órgão americano responsável pela segurança viária, realizou um estudo que comprovou que acender os faróis de dia reduz em 5% as colisões entre carros e em 12% os acidentes envolvendo pedestres e ciclistas.

Os países com clima frio já trazem resultados expressivos sobre o uso de faróis. Na Suécia, por exemplo, as colisões caíram 11% e, na Dinamarca e na Hungria, 8%.

Essa medida se torna ainda mais importante nos veículos de cores escuras, naturalmente difíceis de se perceber nas estradas porque se confundem com o próprio asfalto. Especialmente nestes veículos, os faróis acesos ajudam outros motoristas a perceber quem está vindo no sentido contrário, assim como auxiliam os pedestres e ciclistas a visualizar a presença do veículo com maior antecedência.

Dirigir com os faróis desligados na rodovia é uma infração média, com multa de R$ 130,16 e perda de quatro pontos na carteira. Naturalmente, essa infração ou qualquer outra norma que puna com multa, encontra a resistência de uma boa parcela dos condutores. O mesmo aconteceu com as faixas refletivas obrigatórias nos caminhões e ônibus, com o cinto de segurança, mas hoje seu uso é defendido por quase todas as pessoas.

O resultado prático é que esse tipo de medida, sem custo para a sociedade, permite reduzir os acidentes, mortos, feridos, despesas no sistema de saúde, previdência e até mesmo a necessidade de pagar indenizações para vítimas pelo Seguro DPVAT.

Portanto, como dizia uma campanha da Polícia Rodoviária Federal, acenda uma luz pela vida: ligue os faróis nas estradas mesmo de dia.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

Vai viajar com seu pet? Se liga nas dicas de segurança!

17/10/2017 Por:

Falta pouco mais de dois meses para o fim do ano e chegou a hora de programar aquela viagem bacana. Nela, não pode faltar ninguém, muito menos os amados bichinhos de estimação, não é? Mas, assim como nós, os pets também precisam de proteção para seguirem seguros no trânsito. Por isso, foram criadas leis específicas para definir o que pode e o que não pode no transporte de animais em veículos automotores. O artigo 169 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo, determina multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira para animais com a cabeça para fora da janela. Já os motoristas com animais no colo ou no banco do carona podem receber multa no valor de R$ 85,13. Para você ficar por dentro, queremos te apresentar outras regras:

Automóveis

No carro, seja na estrada ou em trajetos curtos, os animais não podem andar soltos. Hoje em dia, existem vários modelos e marcas de adaptadores de cinto de segurança veicular para cães. Trata-se de um extensor de nylon para encaixar no cinto do carro, que tem uma fivela universal de ferro e regulagem. É ótimo para cães grandes. Para os animais de até 10 quilos, existem os assentos que ficam presos aos cintos de segurança do carro e o cão fica com uma coleira peitoral anexada ao equipamento.

Para os gatos, a melhor opção é a caixa de transporte, pois, geralmente, eles se sentem mais confortáveis em um local reservado só para eles. Um ponto de atenção para a caixa é que ela não deve ser muito grande, nem muito pequena. Se sobrar muito espaço, em caso de acidente, certamente, o animal vai se machucar mais.

Sobre as motos, vale dizer que o transporte de animais além de ser proibido, é muito perigoso, certo?!

Ônibus de viagem

Nos ônibus, as regras são as mesmas, mas os donos devem se atentar também para as normas de cada companhia. O animal, seja ele qual for, não pode viajar solto. São aceitos bichos de até 10 quilos, com atestado de saúde do animal e apresentação da carteira de vacinação em dia. As empresas de ônibus também recomendam que o responsável compre um assento, dessa forma, o animal viaja com conforto e utiliza o cinto de segurança do banco. Outra exigência que algumas empresas fazem é que o bichinho seja tranquilizado com medicamentos prescritos pelo veterinário. Sobre os animais silvestres, quando o transporte é permitido, uma autorização do Ibama é exigida.

Importante lembrar que, no caso dos cães-guias, o embarque deles é sempre permitido e nenhuma taxa extra deve ser cobrada.

Alimentação, paradas e temperatura

 Outro aspecto que deve ser observado antes de fazer uma viagem com animais domésticos é a alimentação. Para que o animal não enjoe, o ideal é não dar alimento a ele pelo menos três horas antes de pegar a estrada. A hidratação, no entanto, deve ser feita constantemente. As paradas, a cada 60 minutos, são importantes para que o pet faça as necessidades fisiológicas e estique as patinhas. A temperatura do veículo também precisa estar adequada. Então, não hesite em ligar o ar condicionado.

Preparado para seguir viagem com seu pet? Se você tiver alguma outra dica legal de segurança, compartilhe com a gente aqui nos comentários. 😉

Por que estar em dia com o Seguro DPVAT

16/10/2017 Por:

A gente está sempre falando por aqui sobre os benefícios do Seguro DPVAT para quem sofre acidentes de trânsito no Brasil. Através dele, todas as vítimas são assistidas, sem necessidade de apuração da culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre. O Seguro oferece cobertura para três naturezas de danos pessoais: reembolso de despesas médicas e hospitalares (até R$ 2.700), invalidez permanente (até R$ 13.500) e morte (R$ 13.500). Mas você já procurou saber sobre a origem desses recursos e como é sua distribuição? Hoje vamos contar para você.

Quem financia o Seguro DPVAT são os proprietários de veículos automotores como carro, táxi, pick-up, motocicleta, motoneta, ônibus, micro-ônibus, van e caminhão através do pagamento anual do seguro. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Outros 5% são repassados ao Denatran, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito e os 50% restantes são administrados pela Seguradora Líder-DPVAT e garantem o pagamento das indenizações no Brasil.

O que acontece quando o proprietário de veículo automotor não paga o Seguro DPVAT? Além de ficar impedido de fazer o licenciamento do veículo junto ao Detran do Estado, correndo o risco de ter o seu veículo apreendido a qualquer momento por uma autoridade policial, o proprietário fica também sem a cobertura do Seguro DPVAT, caso sofra algum acidente de trânsito na condução do seu automóvel. No entanto, a indenização de outras possíveis vítimas, como passageiros ou pedestres está garantida, ficando só mesmo o motorista circulando com o carro inadimplente sem direito ao benefício. Imagina que situação, não é?

A data de pagamento do Seguro DPVAT segue o calendário do IPVA de cada Estado, que é divulgado pelo Detran, ou seja, a data limite para quitar o Seguro é a mesma que o motorista tem para quitar o IPVA.

Quer saber mais informações sobre o pagamento do Seguro DPVAT? Entre aqui no nosso site e tire suas dúvidas. E lembre-se: se precisar de mais esclarecimentos, fale com a gente aqui nos comentários! 😉

Projeto de Lei quer aumentar idade mínima para crianças em moto

12/10/2017 Por:

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 3 de outubro, um Projeto de Lei que aumenta de 7 para 11 anos a idade mínima para transporte de crianças em motocicletas. Agora, a pauta está em apreciação no Senado Federal. Sendo aprovada pela Casa, a proposta será encaminhada para sanção presidencial quando, de fato, se tornará uma lei.

A PL também torna infração o transporte de criança com idade entre 12 e 16 anos sem usar bota, colete e capacete ou que não tenha condições de cuidar da própria segurança. O texto aprovado também inclui como infração gravíssima a condução de moto sem uso de colete de segurança dotado de alças laterais para apoio do passageiro, durante o transporte de menores de 16 anos.

O transporte de crianças em motocicletas no Brasil é um problema gravíssimo, que pode ser corrigido também a partir de uma conscientização maior da população. Segundo dados da Seguradora Líder-DPVAT, que administra o Seguro DPVAT, 69 crianças de 0 a 7 anos receberam indenização por acidentes com motos de janeiro a setembro deste ano. A grande questão é que, nesta faixa etária, o transporte de crianças é proibido. Com o público de 8 a 17 anos, foram registrados 307 sinistros. Esse dado mostra o quanto uma lei pode ajudar a evitar acidentes, não é mesmo?!

O diretor do Hospital de Urgências de Teresina (HUT), no Piauí, Gilberto Albuquerque, foi recentemente à mídia falar sobre assunto. Lá, o número de acidentes de crianças com motos vem se multiplicando. “Cada dia um número maior de crianças dá entrada no hospital, e elas mesmas estavam pilotando a moto. A própria família esconde a causa do acidente”, explicou à Rádio Cidade Verde.

Em nosso último post, listamos alguns cuidados necessários no transporte de crianças em veículos de duas rodas, que você pode conferir aqui.

Você também acha que a idade mínima para crianças em moto deve aumentar? Comente aqui!