Arquivos mensais: outubro 2016

Usar cerol é crime e mata! Uso tem feito vítimas também no trânsito

31/10/2016 Por:

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Originárias da cultura milenar chinesa, as pipas até hoje são capazes de entreter crianças e muitos adultos em diversos lugares do mundo. A brincadeira é divertida, mas quando combinada com irresponsabilidade, acaba colocando milhares de vidas em risco. Nos referimos especificamente ao cerol e à linha chilena usados por muita gente para facilitar o corte de outras pipas. Não à toa, em dezembro de 2012, um grupo se reuniu para tentar dar um basta nessa situação, criando a campanha Cerol Mata, em função do crescente número de vítimas que o cerol tem feito também no trânsito.

Os relatos de casos envolvendo motociclistas acidentados por causa das linhas cortantes assustam. De acordo com os idealizadores da iniciativa, Léo  Ferreira, Babo Senna, Oleglier de Andrade, Marcelo Cordeiro e Gilmar Arestides, apenas em dezembro de 2015, três condutores de moto morreram no Rio de Janeiro de forma brutal. Para mudar esse cenário, a campanha trabalha com a conscientização da população, principalmente de crianças, sobre os perigos do cerol e da linha chilena e tenta coibir o uso e a venda desses artifícios, tudo para preservar vidas de motoristas, pedestres e daqueles que “soltam” pipa.

Infelizmente, o mercado oferece algumas opções que ajudam a tornar a brincadeira perigosa, como o cerol de vidro, o de ferro (capaz de causar curto circuito quando entra em contato com a rede elétrica) e a linha chilena, considerada uma das mais perigosas e fatais. Além de reforçar os problemas que a prática pode causar, a campanha destaca que tanto o uso, como o porte, a venda e a fabricação desses produtos são considerados crimes.

A divulgação entre grupos e movimentos de motociclistas, bem como a participação em palestras, eventos, passeatas de condutores de motocicletas, audiências públicas e pressão por mudanças na legislação do estado do Rio de Janeiro, têm contribuído para a ampliação da campanha de conscientização. Atualmente, o grupo investe em um projeto de lei para que acidentes com cerol sejam discriminados em ocorrências da Polícia Civil, já que hoje os registros incluem todos os casos com material cortante nas mesmas estatísticas. Dessa forma, será possível saber com maior precisão quantos acidentes causados por cerol acontecem no Rio.

Um dos períodos mais críticos do uso do cerol são as férias escolares, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, segundo a campanha. Nesse período, vale reforçar as dicas de prevenção de acidentes junto aos motociclistas, como o uso da antena estendida em motocicletas, utilização de capacete, luvas e calças. O mercado também lançou recentemente um protetor de pescoço, feito de neoprene com um sistema de proteção.

Diversão tem limites. Entre na onda da campanha Cerol Mata e participe da conscientização a favor das vidas!

Conheça as instituições que lutam por um trânsito humano e seguro

27/10/2016 Por:
Fernando Diniz

Fernando Diniz, fundador da ONG Trânsito Amigo

A mudança que queremos ver acontecer no trânsito depende de todos! Sem as atitudes corretas de condutores, pedestres, autoridades e tantos outros atores que têm papel importante nesse contexto, será difícil imaginar ruas, estradas e vias como locais mais seguros. Mas quando o desejo de transformar o atual cenário, que registra mais de um milhão de mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, vira uma luta diária?

Essa mobilização existe. São organizações não governamentais (ONGs), fundações, associações e movimentos que batalham para conscientizar, salvar vidas e, mesmo com diferentes atuações e projetos, são unânimes quando o assunto é construir o mais rápido possível um trânsito sem violência. “O Brasil precisa decidir urgentemente com qual qualidade de trânsito quer conviver. Ou decide pela forma que está em voga, que mata de maneira impiedosa, ou escolhe viver em paz”, opina o fundador da ONG Trânsito Amigo, Fernando Diniz.

Quer se engajar nessa causa? Conheça algumas entidades que fazem a diferença todos os dias:

Trânsito Amigo: com palestras em instituições de ensino, participações em seminários e debates, iniciativas que propõem mudanças e luta constante por maior rigor na legislação, a organização surgiu da vontade de Fernando Diniz em fazer da dor da perda do filho Fabrício, vítima do trânsito, uma luta para impedir novas mortes. “Somos frágeis, não somos super-heróis e imortais. Acidentes são tragédias que podem ser evitadas. Todos precisam fazer sua parte no trânsito porque amanhã você pode ser a vítima. Isso envolve muita dificuldade e batalha”, afirma Diniz.

Não Foi Acidente : esse movimento trabalha para tornar as leis brasileiras mais rígidas e punitivas, buscando também mais educação sobre o trânsito, inclusive por meio de campanhas para mudar a atual e triste realidade

– Instituto Paz no Trânsito (IPTran)a entidade promove campanhas, ações e projetos de conscientização junto a diversos públicos, incluindo infratores que são encaminhados pela justiça para prestação de serviços comunitários. Além disso, o IPTran fornece ajuda psicológica para vítimas com sequelas e familiares de pessoas que perderam a vida em acidentes de trânsito, além de coletar dados para entender como implantar políticas públicas e outras melhorias.

– Fundação Thiago Gonzaga/Vida Urgente : a instituição busca, por meio de programas, iniciativas e ações, valorizar e proteger a vida, mostrando a responsabilidade que jovens e adultos têm à frente do volante. A mobilização da Vida Urgente visa a mudança de comportamento e cultura para humanizar ruas e avenidas do Brasil.

– ONG Criança Segura : voltada para crianças, a entidade concentra esforços em três frentes de atuação: com a comunicação para dar visibilidade a campanhas, principalmente na mídia, e fornecendo conteúdos e dicas para os pais por meio de redes sociais e do site; com políticas públicas para colocar os assuntos relacionados ao tema na agenda das autoridades; e com mobilização, que tem foco em formar e empoderar pessoas para serem multiplicadores de conhecimento sobre prevenção de acidentes de trânsito. Tudo isso para proteger os pequenos, considerados mais frágeis e imaturos para lidar com o tráfego.

O trânsito mais seguro e pacífico depende da participação de todos nós. Vamos abraçar a causa e valorizar vida!

 

Redução de velocidade em vias urbanas é uma das saídas para poupar vidas no trânsito

24/10/2016 Por:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A alta velocidade máxima de vias pode ser considerada por muitos motoristas como garantia de maior fluidez ao trânsito. No entanto, quando o assunto é salvar vidas, os elevados limites representam grande risco, seja para ciclistas, pedestres e, inclusive, para os condutores. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, recentemente, que a velocidade em vias urbanas seja de 50 quilômetros por hora (km/h), entre outras medidas. O objetivo é tentar diminuir o número de óbitos causados por acidentes com veículos.

De acordo com um relatório divulgado em 2015 pela OMS, uma pessoa atingida por um carro a 80 km/h tem quase 60% de chances de morrer, enquanto com a redução proposta, os riscos são menores que 20%. Em todo o mundo, 59 países já aderiram a essa tendência, apontada também pela entidade como uma das formas para melhorar a qualidade do ar e, ao contrário do que se imagina, dar mais fluxo ao trânsito.

No Brasil, algumas cidades adotaram o limite seguro de velocidade, como São Paulo, que estipulou 60 km/h para as marginais e 50 km/h nas avenidas, e Curitiba e Goiânia, com 40 km/h nos centros. Na capital paulista, por exemplo, no último ano houve queda de 20,6% no número de mortes em acidentes automobilísticos, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), registrando pela primeira vez em 10 anos menos de mil óbitos.

O que vale mais no trânsito: correr para chegar ao destino ou chegar no destino com vida? Lembre-se que dirigir em alta velocidade representa um dos maiores riscos para acidentes com mortes.

Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades brasileiras onde mais se caminha

20/10/2016 Por:

CaminhadaA forma de se locomover está mudando em todo o mundo. Basta comparar como as cidades eram projetadas para receber mais carros e como atualmente as alternativas desenvolvidas preveem deslocamentos mais sustentáveis e melhores. Uma das tendências mais disseminadas na atualidade é pensar nos pedestres e nos ciclistas como parte da construção de um futuro com maior mobilidade urbana, atrelada ao meio ambiente e à qualidade de vida.

Um relatório elaborado por uma empresa britânica de engenharia, design e planejamento urbano chamado “Cidades Vivas: rumo a um mundo que anda a pé” mostrou que Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades brasileiras onde mais se caminha, ficando em 8º e 12º lugar, respectivamente. O ranking ainda aponta que 48% dos deslocamentos em Istambul, na Turquia, são feitos a pé, enquanto quatro cidades dos Estados Unidos ficaram entre as cinco piores, entre elas Chicago e Los Angeles, esta última com apenas 4% de taxas de caminhadas.

Mas como é possível transformar esses lugares em espaços mais convidativos para pedestres? Além de oferecer uma sinalização eficiente, com semáforos para pedestres e para veículos, além de placas, é necessário que as calçadas estejam em perfeito estado de conservação. Muitas vezes, os locais destinados para andar a pé são estreitos, quebrados e sem acessibilidade para pessoas com deficiência, o que pode, inclusive, provocar acidentes. A segurança nas rotas a pé, com comércio, boa iluminação e circulação de pedestres também são fatores que incentivam mais caminhadas e menos carros nas ruas.

Estimular a caminhada contribui não apenas para a mobilidade e o meio ambiente, como também é uma forma de melhorar a qualidade de vida da população. Isso, porque, ao diminuir o número de carros particulares nas ruas, é possível reduzir o dióxido de carbono emitido pelos automóveis – responsável por problemas ambientais e poluição atmosférica, capaz de matar 800 mil pessoas por ano, segundo dados do Banco Mundial (BIRD).

Na caminhada, é possível melhorar o estresse causado pelo trânsito, emagrecer com saúde, diminuir os riscos de problemas relacionados à hipertensão, colesterol e doenças do coração, principalmente por tirar cidadãos do sedentarismo. Além disso, andar a pé ajuda na prevenção de osteoporose, aumenta a capacidade de os pulmões absorverem oxigênio e combate à insônia.

Número de acidentes com motociclistas triplica em pouco mais de uma década

18/10/2016 Por:

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Você já refletiu sobre as fragilidades a que motociclistas estão expostos ao se locomoverem por grandes cidades? Se por um lado o veículo é um facilitador para driblar os engarrafamentos, as motocicletas deixam seus condutores muito mais vulneráveis a acidentes com consequências graves. Não à toa, a preocupação com a segurança cresceu nos últimos anos junto com o número de ocorrências, já que, em apenas 11 anos, os casos com mortos e feridos com esse tipo de veículo triplicaram no Brasil.

A informação faz parte do estudo “Retrato da Segurança Viária no Brasil”, feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), que comparou os mais de 12 mil mortos por causa de acidentes com motocicletas em 2013 com as mais de 3,5 mil ocorrências do mesmo tipo em 2002. O crescimento dos óbitos ligados a motos foi tão expressivo na última década que se tornou a principal causa de morte no país quando o assunto é trânsito, representando 37% dos casos, contra 31% dos carros e 25% dos pedestres.

Com respeito às regras de trânsito e ao próximo, somado a percepção do seu papel enquanto motorista – visando à segurança de todos –, é possível mudar essa triste estatística. Pequenas ações de quem dirige automóveis, por exemplo, podem ajudar as partes mais suscetíveis a acidentes com gravidades. Quando estiver à frente do volante, não mude bruscamente de faixa, mesmo se estiver com a seta acionada, pois em uma situação de risco, o condutor de uma moto pode desviar mais facilmente.

Outra medida importante é a regulagem correta dos espelhos para ampliar a visão dos carros e das motos que seguem atrás de você. E esqueça celular ao volante! Esse péssimo hábito provoca não apenas acidentes com motociclistas, mas coloca em perigo a vida de pedestres, ciclistas e de outros motoristas.

E para os adeptos das motocicletas, os equipamentos de segurança já conhecidos são de extrema importância. Apenas utilizando o capacete, o condutor reduz em 40% o risco de mortes em acidentes. E atenção para uma regra que vale para todos: sempre respeite as sinalizações e não acelere ao sinal amarelo.

Vamos juntos trabalhar para reduzir a violência no trânsito. A sua segurança também agradece!