Arquivos mensais: junho 2016

Excesso de carga nos caminhões pode prejudicar a qualidade e segurança das estradas

30/06/2016 Por:

caminhão

A segurança e a qualidade das estradas brasileiras sempre foram motivos de atenção por quem utiliza essas vias para acessar outros municípios e estados do país. Além de carros de passeio, muitos caminhões de cargas e ônibus circulam pelas rodovias, transportando materiais entre as regiões. No entanto, o excesso de peso desses veículos pode prejudicar o asfalto, o fluxo dos carros e, ainda, provocar acidentes.

Ao viajar, com quantos caminhões você já se deparou parecendo estar cheios de carregamento e muito pesados? Essa cena se repete muitas vezes diariamente nas estradas do Brasil, mesmo com uma fiscalização mais acirrada do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), as balanças para pesagem e a verificação de documentos, notas fiscais e limites estabelecidos para cada veículo, conforme previsto em lei.

Entre os principais problemas causados por quem anda acima do peso permitido estão a elevação dos poluentes na atmosfera – ocasionados pela má distribuição da carga por eixo e, consequentemente, pela redução do desempenho do caminhão –, além de dificultar possíveis manobras e a capacidade de frenagem do transporte para evitar acidentes. O excesso de carga também prejudica a vida útil do asfalto, reduzindo muitas vezes pela metade as condições satisfatórias para trânsito.

Cada modelo de caminhão tem um peso Bruto Total, que é homologado pela fabricante junto ao governo. É importante estar atento à capacidade permitida de cada veículo para não ter surpresas na estrada, principalmente com a multa, que dependerá do quanto a carga ultrapassou o tolerado, podendo variar entre R$ 85,13, para até 600 quilos (kg), e R$ 191, 54 para cada 500kg quando o peso do caminhão ultrapassar 1.001kg.

Além de colocar a segurança em risco, estradas danificadas também pesam no bolso. Seja consciente e siga as regras!

Ideias criativas transformam a utilização da bicicleta como meio de transporte

28/06/2016 Por:
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A bicicleta tem ganhado cada vez mais força entre os brasileiros como uma alternativa para evitar os engarrafamentos, muitas vezes enfrentados diariamente para se locomover em grandes cidades. Não à toa, as autoridades estão tentando incentivar o seu uso além de implementar condições para que os ciclistas tenham mais segurança. Com o aumento da demanda de pessoas que buscam na “magrela” uma melhor qualidade de vida, algumas iniciativas promovem soluções sustentáveis e geram uma complementação na renda mensal.

Um exemplo dessa criatividade é o aplicativo de compartilhamento remunerado de bicicleta Everbike, disponível para a cidade de Florianópolis e considerado uma boa opção de modelo de mobilidade urbana. Com a ferramenta, os usuários podem incluir suas bikes nesse sistema de aluguel e, após receberem um kit para fixação e instruções, podem deixa-las em local público de sua escolha para que os interessados rastreiem as mais próximas.

A segurança tanto do pagamento quanto da devolução da bicicleta acontece graças ao sistema de pagamento on-line PayPal. Por meio dele, é feita uma pré-autorização no cartão de crédito de quem alugou a bike e, a partir disso, o próprio aplicativo fornece uma senha para destravar a bicicleta. Com o custode R$ 9,90 por hora de uso, o Everbike está disponível para smartphones Android e o locatário é quem define o local da devolução.

Outra ideia que ainda está ganhando fôlego em São Paulo é o auxílio financeiro de empresas aos empregados que optam pela bicicleta como meio de transporte até o trabalho. Ainda em trâmite na Câmara Municipal, a iniciativa pretende oferecer uma ajuda de R$ 50, por meio do Cartão Ciclista, para aqueles que utilizam a bicicleta pelo menos três vezes na semana. Esse incentivo será feito para que os que pedalam possam investir na manutenção de suas bikes, na compra de acessórios e até mesmo de uma nova bicicleta.

As empresas não serão obrigadas a aderir ao Programa Bike SP, mas as instituições que participarem ganharão alguns benefícios, como deduções no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), caso 30% do total de seus funcionários tiverem o Cartão do Ciclista.

Além de unir mobilidade urbana com criatividade, ideias como essas contribuem para cidades mais sustentáveis e proporcionam mais qualidade de vida!

Mudanças no Código de Trânsito Brasileiro tornam punições mais severas

23/06/2016 Por:

Carro e celular

Para evitar que a imprudência continue fazendo vítimas, a partir do início de novembro algumas regras e punições relacionadas a estacionamento, celular e consumo de álcool e entorpecentes serão mais rígidas, pesando mais, inclusive, no bolso de quem for flagrado desobedecendo as regras.

Quem for pego falando ao celular ou manuseando-o, por exemplo, estará cometendo uma infração gravíssima, ao invés de média, como acontece atualmente. Desrespeitar as vagas prioritárias para pessoas com deficiência também será considerado ato gravíssimo, sujeito a multa e remoção do carro do local.

Com as mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, as infrações leves passam de R$ 53,20 para R$ 88,38; as médias vão de R$ 85,13 para R$ 130,16, as graves passam de R$ 127,69 para R$ 195,23 e as gravíssimas de R$ 191, 54 para R$ 293,47, todas com aumento de mais de 50%. A pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para cada grau de descumprimento, com 3, 4, 5 e 7, respectivamente.

A combinação de direção e álcool também vai acarretar sanções mais rígidas, principalmente aos motoristas que se recusarem a fazer o teste do bafômetro, exame clínico ou perícia para identificar o uso de bebidas alcóolicas ou drogas. Além de ter o registro de uma infração gravíssima e a carteira de habilitação apreendida, a multa aos motoristas será multiplicada por dez, chegando a R$ 2.934,70. Em caso de reincidência em menos de 12 meses, esse valor dobrará.

Dirija com segurança e contribua para um trânsito sem acidentes!

Atenção para não transformar a volta para casa em acidente

20/06/2016 Por:

Hora do rush_04

Muitas vezes, depois de um dia inteiro de trabalho, a vontade de chegar em casa e a pressa falam mais alto do que a atenção e o bom senso para pedestres, motoristas e ciclistas. Com a intensa movimentação de carros e pessoas nos horários de pico, o caos na hora do rush pode fazer vítimas por conta de descuidos.

Dados da Seguradora Líder-DPVAT mostram que a maior parte dos acidentes entre janeiro e dezembro de 2015, que resultaram em indenizações, ocorreu entre o período entre 17h e 19h59, representando 23% do total de seguros pagos. Pesquisas apontam que o entardecer dificulta a visão e pode aumentar as chances de acidentes. Na estrada então, a atenção deve ser redobrada nesses horários.

Por isso, é muito importante observar os semáforos, os limites de velocidade e as regras na direção. A imprudência ao trocar de faixa, realizar ultrapassagens e o ato de ignorar um sinal vermelho podem causar acidentes envolvendo tanto pedestres como outros motoristas. Nesses horários do dia, a visão pode ficar comprometida e o estresse pode ser uma distração muito perigosa, acabando sendo motivos para acidentes que, por fim, atrasam ainda mais o tão desejado descanso.

A imprudência faz vítimas diariamente. Esteja atento, seja consciente e pratique o respeito no trânsito!

 

Lei Seca comemora oito anos salvando vidas nas cidades brasileiras

16/06/2016 Por:

Diminuir o número de acidentes nas ruas brasileiras, evitando mortes. Essa sempre foi a grande missão da Lei Seca, que comemora oito anos neste mês. Desde o início, a operação vem promovendo uma mudança expressiva nos hábitos dos motoristas, principalmente em relação à combinação de direção e álcool. Prova disso é a queda gradual do número de acidentes causados após a ingestão de bebidas alcoólicas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a média foi reduzida em quase 3% desde 2009, quando o índice registrado nos primeiros meses do ano era de 7,9% – porcentagem que caiu para 5,1% em 2016.

No Rio, cidade referência nas ações de conscientização, o número de flagrantes envolvendo motoristas alcoolizados apresentou redução média de 30%. Além disso, desde a implantação da Lei Seca, cerca de 155 mil motoristas com sinais de embriaguez tiveram suas carteiras de habilitação retidas. O Distrito Federal também registrou bons resultados com a maior rigidez: 813 motoristas foram autuados por alcoolemia em janeiro deste ano, 297 casos a menos comparando com o mesmo período de 2015.

Os números se mantêm positivos quando tomamos por base os índices nacionais. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando a Lei Seca passou a ser mais rigorosa e sem tolerância, em 2012, os registros chegavam a 7.594 casos, contra os 7.391 acidentes em 2014.

No entanto, o Brasil ainda precisa investir muito em educação no trânsito e conscientização da população para alcançar a média mundial de 8,3 mortes por 100 mil habitantes. Os registros nacionais alcançam a assustadora marca de 19,9 mortos por um grupo de 100 mil habitantes.

O panorama do país ainda está muito distante do estipulado pelo Plano Nacional de Redução de Acidentes, elaborado em 2011 para diminuir 50% dos acidentes fatais até 2020. Para alcançar esse objetivo, a fiscalização continua nas ruas para evitar que novas vítimas dessa mistura perigosa sejam feitas e lembrar que direção e bebida não combinam.

Preserve vidas e diga não à essa combinação fatal!