Arquivos mensais: outubro 2015

Saiba como minimizar o ponto cego, área sem visibilidade e causadora de acidentes

29/10/2015 Por:

retrovisor

Você ajusta corretamente os retrovisores? Sabia que esses espelhos ajudam a evitar acidentes? Isso acontece porque eles diminuem o “ponto cego”, ou seja, a área sem visibilidade em torno do veículo.

Em uma avenida movimentada, com grande circulação de motocicletas pelos chamados corredores, regular o retrovisor de forma adequada pode diminuir as chances de que ocorra um acidente.

E, para fazer isso, é preciso que, primeiro, você se posicione corretamente no banco do motorista – com os pés alcançando os pedais, os punhos chegando à parte superior do volante ficando levemente flexionados e as costas retas. Feito isso, o retrovisor interno deve ser ajustado de forma que o motorista consiga visualizar a maior parte do vidro traseiro e da via. Mas atenção: o alcance da visibilidade vai depender também da altura do veículo. Se o carro for muito alto, por exemplo, o condutor não conseguirá enxergar se há crianças pequenas atrás. Por isso, é sempre importante olhar em volta antes de entrar no veículo. Já os retrovisores externos devem ser regulados para mostrar mais da via e menos do carro.

Verifique se os seus retrovisores estão regulados e não se esqueça de sempre sinalizar as suas intenções antes de realizá-las, usando as setas. Você é o responsável pela sua segurança!

 

Digitar no celular enquanto dirigimos aumenta 23 vezes o risco de acidente!

26/10/2015 Por:

Celular e SMS

A maioria das pessoas já ouviu falar que dirigir e falar ao celular pode aumentar em 4 vezes o risco de acidente, inclusive que pode ser mais perigoso que dirigir embriagado. Entretanto, muito pior é dirigir e digitar no celular, nesse caso, o risco de acidente aumenta 23 vezes.

Quem faz uma simples chamada fica quase seis vezes mais exposto a se envolver em acidente, aponta um estudo do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. E quem acha que não é perigoso dar só uma olhadinha para ver quem está chamando, saiba que você perde em média 4 segundos de atenção, o que  a 60km/h pode significar percorrer aproximadamente 65 metros sem ficar atento ao trânsito.

E o risco de acidente de trânsito para quem digita não está restrito ao ato de dirigir. Muitos pedestres causam acidentes ou morrem atropelados enquanto digitavam ou falavam ao celular.

Mas o problema não é restrito aos países em desenvolvimento. Pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation revela que 45% dos condutores ingleses usam o celular para enviar torpedos. O estudo identificou ainda que o envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo.

Nos EUA 49% dos adultos admitem que digitam enquanto dirigem. Dos acidentes no trânsito americano, 1 em cada 4 envolvem motorista digitando. No país, 33% dos motoristas reconhecem que digitaram e dirigiram nos últimos 30 dias, enquanto na Espanha esse percentual é de 15%. Em 2013,  nada menos que 341 mil veículos envolvidos em acidentes nos EUA tinham motoristas que digitavam.

No Brasil não existem tantos dados como nos EUA, mas sabemos que  registramos mais celulares operando que habitantes e praticamente 100% dos motoristas possuem celular.

Da mesma forma que motoristas e pedestres precisaram aprender a respeitar determinadas regras com a expansão da frota de automóveis circulando pelas ruas na primeira metade do século passado, estamos convivendo numa era em que a tecnologia nos coloca novamente em risco se não entendermos que dirigir é um ato de grande responsabilidade e que nossa urgência em falar ou mandar uma mensagem não pode ser mais importante que vidas humanas, inclusive a nossa. Quem digita ao volante está próximo de escrever suas últimas palavras ou calar alguém para sempre.

Rodolfo Alberto Rizzotto

Formado em Direito e Economia, coordena o programa de segurança nas estradas SOS Estradas e edita o site www.estradas.com.br, onde é possível acompanhar os temas de seus artigos também em arquivos de áudio, disponíveis para download.

Relatório da ONU avalia progresso da Década de Ações para Segurança no Trânsito a nível global

22/10/2015 Por:

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No próximo sábado, 24 de outubro, será comemorado o Dia das Nações Unidas ou o Dia da ONU. A data marca a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas, documento que originou a criação da ONU em substituição à Liga das Nações Unidas, em 1945. Como o objetivo da comemoração é dar conhecimento  às metas e conquistas da Organização, o post de hoje será dedicado à Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020.

A iniciativa, lançada em 2011 e coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão subordinado à ONU, visa mobilizar governos de todo o mundo a criar novas medidas para prevenir os acidentes de trânsito.

Este mês, a ONU publicou o Relatório Global sobre a Situação da Segurança no Trânsito 2015 em que aponta que mais de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano no mundo vítimas de acidentes de trânsito. O documento é o terceiro de uma série sobre a Década e também demonstra que, no Brasil, a taxa de mortalidade no trânsito subiu de 18,7 para 23,4 a cada 100 mil habitantes, desde 2003. De acordo com o relatório, 79 países registraram redução do número absoluto de vítimas fatais, enquanto 68 tiveram aumento. Segundo a OMS, os países que obtiveram sucesso na diminuição de mortes no trânsito foram aqueles que aprimoraram suas legislações e fiscalização e apostaram em vias e veículos mais seguros.

Em novembro, representantes dos países membros da ONU se reunirão em Brasília (DF) na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito para debater o relatório e avaliar o progresso da Década globalmente. Será uma oportunidade para que os países revejam as ações tomadas até agora e o que pode ser feito para alcançar os objetivos do Plano Global para a Década da Ação e, mais importante, diminuir o quanto antes o número de vidas perdidas nas estradas.

Fiscalização: um caminho para a segurança no trânsito

19/10/2015 Por:

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A Semana Nacional de Trânsito, que aconteceu entre os dias 18 e 25 de setembro, teve dentre suas iniciativas, organizadas pelo Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, a divulgação da seguinte mensagem “Seja você a mudança no trânsito”. A Seguradora Líder-DPVAT, que administra o Seguro DPVAT, apoia esta importante campanha de conscientização porque as estatísticas de trânsito no Brasil são alarmantes. De 2010 a 2014, a quantidade de pagamento de indenizações por acidentes de trânsito cresceu 203%.

O trânsito brasileiro é muito violento, mas ainda há desconhecimento da sociedade sobre a gravidade dos riscos que todos estão sujeitos ao dirigir uma moto, ao atravessar uma rua ou viajar de carro. No primeiro semestre de 2015, o número de indenizações pagas chegou a 344 mil, 7% deste total são de indenizações referentes à morte, 78% de invalidez permanente. Ou seja, em um semestre, quase a população de uma cidade inteira ficou inválida ou morreu.

Não há o que comemorar diante desse cenário, mas algo mudou. No primeiro semestre de 2013, o número total de indenizações pagas havia crescido 29% em relação ao mesmo período do ano anterior; em 2014, de janeiro a junho, esse crescimento foi de 14%. Em 2015, a alta no número de indenizações pagas registrou aumento de 1%, na comparação com o primeiro semestre de 2014.

Essa diminuição já é um sinal de que o trânsito brasileiro pode ser menos violento. E vai ser, se continuarmos a trabalhar por isso e a apoiar iniciativas que dão resultado, como as campanhas educativas e a fiscalização. A Operação Lei Seca, aprovada em 19 de junho de 2008, modificou o Código de Trânsito Brasileiro proibindo o consumo de álcool por condutores de veículos. Em 2011, a lei passou a ser mais rígida tornando crime dirigir sobre o efeito de qualquer quantidade de álcool.

Como consequência, observamos o número de mortes reduzir em 11% no primeiro semestre de 2015. As indenizações por Reembolso de Despesas Médicas caíram 5%. Já as indenizações por invalidez permanente subiram 4%, porém em 2014, nesse mesmo período, elas haviam crescido 21%, em relação a 2013.

Podemos concluir que as campanhas para a educação no trânsito e a forte fiscalização vêm contribuindo para tornar as ruas e estradas mais seguras. Além de maior consciência em relação aos malefícios do álcool na direção, a Lei Seca também permitiu que os agentes de trânsito fiscalizassem de forma mais eficaz as condições em que os veículos trafegam pelo País, obrigando os condutores a circularem com seus carros vistoriados e com todos os equipamentos de segurança em boas condições de uso. A decisão do governo de tornar obrigatória a instalação de freios ABS e airbag em todos os carros, a partir de janeiro de 2014, colabora para diminuir a gravidade dos acidentes. Os efeitos dessas medidas já são sentidos e passarão a ficar mais evidentes ao longo dos próximos anos.

A Semana Nacional de Trânsito é uma oportunidade da Sociedade se engajar para a redução dos acidentes de trânsito. Um momento também de propor novos caminhos para a resolução de problemas que persistem, como os acidentes com motos, que correspondem a 27% da frota nacional e 76% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT no primeiro semestre de 2015. Soluções para um trânsito mais pacífico e seguro não são tão simples, pois envolvem mudanças de hábitos, investimentos e fiscalização, mas para acabar com essa guerra no trânsito todos precisam se envolver.

Ricardo Xavier

Diretor-Presidente da Seguradora Líder-DPVAT.

A responsabilidade pela segurança das crianças é dos adultos!

15/10/2015 Por:

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Não é nenhuma novidade que o transporte seguro de crianças em veículos automotivos é de responsabilidade dos adultos. Mas, ainda assim, muitos responsáveis são negligentes nesse assunto, ou porque desconhecem as normas de segurança, ou porque não acham necessárias ou porque acreditam que um acidente nunca acontecerá com eles. A realidade é que, no Brasil, entre 2008 e 2014, as ocorrências de acidentes envolvendo crianças, cujas indenizações foram solicitadas à Seguradora Líder–DPVAT, tiveram um crescimento de 192%.

As crianças precisam de atenção e cuidados especiais desde a gestação. As mulheres grávidas precisam saber que o cinto de segurança deve ser ajustado para não ficar sobre a barriga. A faixa diagonal deve passar no meio do ombro, depois entre os seios e ficar lateralmente ao abdômen e a faixa inferior deve ficar abaixo da barriga.

Depois do nascimento, devemos usar os equipamentos especiais: bebê-conforto, cadeirinha e assento de elevação, sempre acompanhados do cinto de segurança. Veja mais informações neste post.

Já nas motocicletas, o cuidado é diferente. De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, a idade mínima para o transporte neste tipo de veículo é de 7 anos. Além disso, é necessário que a criança tenha a altura apropriada, para que seus pés fiquem apoiados na pedaleira e ela consiga ter firmeza nas mãos e braços.

Já falamos desses assuntos aqui no blog, mas nunca é demais relembrar. Também é responsabilidade dos adultos ensinar as crianças a se comportarem na rua: andar sempre pela calçada, não correr, respeitar a sinalização e atravessar sempre na faixa.

Se você cuida e educa hoje uma criança, está ajudando a formar um cidadão mais consciente no trânsito do futuro. Além disso, o cuidado com a segurança também é uma forma de demonstrar amor!

Confira mais algumas dicas no vídeo abaixo:

Indenizações para acidentes com crianças crescem 192% entre 2008 e 2014. Vamos mudar isso!

08/10/2015 Por:

crianças

O Dia das Crianças está chegando e nossa forma de homenagear os pequenos é chamar a atenção para a segurança deles no trânsito. Você sabia que, nos últimos sete anos, as ocorrências de acidentes envolvendo crianças, cujas indenizações foram solicitadas à Seguradora LíderDPVAT, tiveram um crescimento de 192%, comparando o ano de 2008 com o ano 2014? E que os casos de invalidez permanente cresceram 323% neste mesmo período? Estes números ainda podem aumentar pelo fato do prazo do pedido de indenização ser de até três anos a contar da data do acidente.

Os números são altos e gravíssimos. A responsabilidade pela segurança das crianças é dos adultos, pois elas muitas vezes não têm consciência do perigo que correm. Em 2014, acidentes com motocicletas representaram 54% das ocorrências indenizadas pela Seguradora LíderDPVAT envolvendo crianças, sendo que 51% destes pagamentos foram relativos a crianças transportadas. Vale lembrar que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é infração gravíssima: “conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor, transportando criança menor de sete anos ou que não tenha condições de cuidar da sua própria segurança” e, mesmo assim, ainda temos muitos casos de menores que se acidentam com motos.

Além disso, também é um papel dos adultos orientar que as crianças andem nas calçadas, atravessem na faixa e respeitem as demais sinalizações de trânsito. É muito importante ficar atento às brincadeiras de rua: explique aos pequenos que eles não devem correr pela rua atrás de bolas, pipas ou outros tipos de brinquedos, pois um motorista pode ser pego de surpresa e acabar causando um acidente. No ano de 2014, 53% das ocorrências indenizadas pelo Seguro DPVAT em acidentes envolvendo crianças foram para atropelamentos.

A idade das crianças interfere muito no tipo de acidente predominante em cada faixa etária principalmente devido às particularidades de cada etapa do desenvolvimento infantil. Este ano, mais uma vez, a principal causa de mortes por acidentes em menores de 1 ano é a sufocação, representando 70% dos óbitos. Em seguida vem o trânsito com 14% das mortes. Na faixa etária de 1 a 4 anos, o afogamento tem o maior número (34%), e os acidentes de trânsito representam 30% das mortes. Já na faixa etária de 5 a 9 anos, os acidentes de trânsito representam quase a metade dos óbitos (48%) e o afogamento representa 26% das mortes. De 10 a 14 anos o trânsito é responsável pela metade exatamente das mortes, em segundo lugar vem também o afogamento (26%).

Temos que fazer a nossa parte! Não podemos continuar perdendo vidas tão novas para o trânsito. Assista abaixo ao vídeo que contém dicas importantes referentes ao transporte de crianças:

Conheça, em vídeo, as responsabilidades do condutor no transporte de passageiros

06/10/2015 Por:

05_10_2015_Conheça em vídeo as responsabilidades do condutor no transporte de passageiros

A responsabilidade pela segurança dos passageiros é do condutor do veículo, seja ele profissional ou não. Nos carros, é importante checar se todos os passageiros estão usando o cinto de segurança e se as crianças, por exemplo, estão usando os equipamentos adequados à sua idade.

Já nos ônibus urbanos, o motorista é responsável por garantir que os assentos preferenciais sejam respeitados e por auxiliar os portadores de necessidades especiais a subirem no veículo.

Confira no vídeo abaixo mais algumas dicas sobre o transporte de passageiros em segurança. Faça a sua parte!

Comemore o Dia do Idoso com solidariedade e respeito

01/10/2015 Por:

Idosa ao volante

Hoje comemoramos o Dia do Idoso no Brasil, data que também celebra a aprovação da Lei n° 10.741 que definiu o Estatuto do Idoso. A chegada da terceira idade traz uma série de mudanças para a vida das pessoas, entre elas, a necessidade de maior atenção no trânsito. O Código de Trânsito Brasileiro não determina com quantos anos as pessoas devem parar de dirigir e nem a idade máxima para requerer ou renovar a Carteira de Habilitação. São os próprios condutores que devem definir se ainda estão aptos ou não para estar ao volante.

Dirigir pode ser uma questão de independência e autonomia para muitos idosos, que, às vezes, sofrem preconceito por isso. Mas é importante ficar atento ao menor sinal de dificuldades visuais, auditivas ou motoras para não colocar em risco a própria segurança ou dos demais. De acordo com dados da Seguradora LíderDPVAT, nos últimos sete anos, as ocorrências de acidentes envolvendo idosos tiveram um crescimento de 94%, comparando o ano de 2008 com o ano 2014. No período analisado os casos de morte cresceram 27%, contra 133% de invalidez permanente. Estes números ainda podem aumentar pelo fato do prazo de pedido de indenização ser de até três anos a contar da data do acidente.

Além disso, acidentes com motocicletas, em 2014, representaram 50% das ocorrências indenizadas pela Seguradora LíderDPVAT envolvendo idosos, sendo que 43% destas indenizações foram por atropelamento. A maior incidência de ocorrências foi para o idoso como pedestre. Também em 2014, 49% das ocorrências indenizadas em acidentes envolvendo pessoas da terceira idade foram por atropelamentos. Já em acidentes com ônibus, 54% das indenizações foram para passageiros, 42% para pedestres e 4% para motoristas.

Temos que nos mobilizar para diminuir essas estatísticas. Precisamos ser mais pacientes e atenciosos com os idosos. Dê a preferência no transporte coletivo, se ofereça para ajudar na travessia de vias sempre que necessário e fique atento quando estiver ao volante ou pilotando sua moto para esperar que eles atravessem.

E você, idoso, circule com cautela. Atravesse apenas na faixa de pedestres, com o sinal fechado e certifique-se de que todos os veículos pararam. Nunca tente atravessar correndo, principalmente em avenidas e rodovias movimentadas. Use sempre a passarela mais próxima.