Arquivos mensais: agosto 2015

Atenção ciclistas: o uso de equipamentos de segurança é obrigatório

31/08/2015 Por:

Como terceiro post do mês em homenagem aos ciclistas, é importante que haja a consciência em relação ao uso de equipamentos de segurança tanto em vias públicas, quanto em parques e áreas restritas. A cultura do uso de equipamentos de segurança, como capacete, joelheira, cotoveleira e buzina, por exemplo, deve estar no DNA de quem pedala.

Os equipamentos de proteção têm uma série de funções que só ajudam a quem anda de bicicleta. Às vezes custam caro e num primeiro momento podem ser incômodos, mas, todo ciclista é unanime em concordar que, sem eles, a sensação de vulnerabilidade é muito grande. O seu uso é uma questão de proteção e amor à vida.

“Além de obrigatórios pela lei, os equipamentos de segurança são fundamentais para você se comunicar, para você ser visto e também se proteger. As luzes dianteira e traseira, a buzina, os adesivos refletores devem acompanhar quem pedala em todos os trajetos. Já as luvas, os óculos (transparentes à noite), roupas refletivas, capacete, podem reduzir a consequência de um acidente”, explica José Aurélio Ramalho, do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Vale lembrar que a calçada foi feita para pedestres, carrinhos de bebê e cadeiras de roda, não para a bicicleta. Um choque de uma bicicleta num idoso ou numa criança pequena pode ter sérias consequências. Como meio de transporte, a bicicleta deve dividir a rua com os carros, motos e ônibus.

Seja um ciclista consciente e faça a sua parte!

Aproveite e assista ao vídeo abaixo que dá dicas para os ciclistas no trânsito.

Brasileiros estão trocando duas rodas das motocicletas por cadeira com duas rodas

27/08/2015 Por:

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Os acidentes com motocicletas estão assustando consumidores e podem explicar em parte a queda das vendas desses veículos. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a venda de motocicletas caiu 17,4% no país nos quatro primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2014. Já a fabricação de motocicletas no mês de abril, quando comparada com abril de 2014, apresentou queda de 30,7%.

O fator medo de acidente como uma das razões que justifica a queda nas vendas foi detectado pela Agetran (Agência Municipal de Transportes e Trânsito) de Campo Grande no Mato Grosso do Sul e pode estar ocorrendo em outras cidades. Ao perceber que 70% dos mortos em acidentes de trânsito em Campo Grande em 2015 foram motociclistas, a população começou a repensar a compra, principalmente porque os dados do DPVAT revelam que 70% das indenizações por invalidez permanente no país são pagas em decorrência de acidentes com motos.Com isso, cada vez mais o consumidor que pode comprar uma motocicleta está refletindo sobre os riscos e colocando a segurança como fator de peso na hora de decidir.

A economia de combustível, praticidade da motocicleta, começa a enfrentar a concorrência do fator segurança. Embora não seja uma reversão de tendência com resultados significativos na redução de acidentes no curto prazo, é uma luz no fim do túnel. As pessoas estão começando a entender que enquanto as campanhas publicitárias das motos dão ao consumidor a sensação de que será levado para um mundo de liberdade, a realidade demonstra que em pouco tempo ele poderá trocar as duas rodas da moto, pela cadeira de duas rodas.

O problema não está no veículo em si, embora indiscutivelmente seja muito mais perigoso, mas num país cuja legislação é omissa quanto ao tráfego no corredor e cuja fiscalização de habilitação, uso de equipamentos de segurança, documentação é precária. Sem contar as deficiências no transporte público e na formação dos condutores. Esse conjunto de fatores contribuem para os números cada vez mais impressionantes de acidentes com motos e vítimas decorrentes.

Como se não bastasse, o país tem uma frota em torno dos 23 milhões de veículos de duas rodas motorizados e nada menos que 41,2% dos proprietários não pagaram o DPVAT em 2014. Portanto, a categoria que mais consome os recursos para indenização é justamente a que mais registra inadimplência.

De qualquer forma foram R$ 2,77 bilhões que deixaram de ser arrecadados, a considerar o valor de R$ 292,01 pagos pelos proprietários de motos no Brasil . Esses recursos fazem falta e podem comprometer o seguro que protege todos os brasileiros no caso de acidente de trânsito. O valor mais alto do DPVAT para os motociclistas se explica pelo número crescente de acidentes com esses veículos.

Estamos numa espécie de Globo da Morte, cuja solução é a priorização de outros meios de transporte e fiscalização rigorosa das motocicletas, não para punir, mas sim para preservar vidas. Não há como fechar a viseira para essa realidade, com as motos cada vez mais brasileiros terão como destino final o cemitério ou a invalidez.

Rodolfo Alberto Rizzotto

Formado em Direito e Economia, coordena o programa de segurança nas estradas SOS Estradas e edita o site www.estradas.com.br, onde é possível acompanhar os temas de seus artigos também em arquivos de áudio, disponíveis para download.

Primeiro semestre tem queda de 11% nas indenizações pagas do Seguro DPVAT por Morte no Brasil

24/08/2015 Por:

No primeiro semestre de 2015, a Seguradora Líder-DPVAT pagou 344.425 mil indenizações por acidentes de trânsito no Brasil. A boa notícia é a queda acentuada no número de indenizações pagas por Morte (22.395 mil), que reduziram 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o Boletim Estatístico semestral da Seguradora Líder-DPVAT, as indenizações por Despesas Médicas também reduziram 5% (52.620) no período. Já as indenizações pagas por Invalidez Permanente continuam na linha de ascensão, com crescimento de 4% no semestre, porém em ritmo mais lento – no primeiro semestre de 2014, essa categoria de indenização havia crescido 21%.

Segundo o diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT, Ricardo Xavier, a redução do número de indenizações pagas por Morte e Despesas Médicas se deve ao aumento da segurança e da fiscalização. “O Brasil tem um trânsito muito violento, mas o arrefecimento no crescimento do número de indenizações já é um sinal de que as ações para aumentar a segurança dos veículos e da fiscalização estão fazendo efeito, reduzindo as mortes do trânsito e a gravidade dos acidentes. Os esforços precisam também ser direcionados às motocicletas para uma maior proteção dos motoristas e redução das estatísticas de invalidez.”, comenta.

A motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações pagas de janeiro a junho de 2015. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, o veículo concentrou 76% das indenizações: a maior parte delas (82%) corresponde à Invalidez Permanente e 4% à Morte. “Infelizmente, a motocicleta é o veículo que oferece mais risco para os condutores. Colisões simples quase sempre resultam em casos de invalidez permanente”, afirma Xavier.

O Boletim Estatístico da Seguradora Líder-DPVAT do primeiro semestre de 2015 revela ainda que as indenizações pagas por Morte e Invalidez Permanente em acidentes com motos chegaram a 225.038 mil no Brasil. Os passageiros, depois dos motoristas de moto, são as segundas maiores vítimas, com 36.376 mil indenizações pagas por morte e invalidez permanente.

A região Nordeste concentrou 41% das indenizações por Morte e Invalidez Permanente por acidentes com motocicletas no período analisado. As motocicletas representam 44% da frota de veículos da região Nordeste, enquanto que no Brasil representam 27%. A região Sudeste concentrou 26%, a Sul 13%, a Norte 11% e a Centro-Oeste 9%.

Países do Mercosul unidos pela redução de acidentes com vítimas de trânsito

20/08/2015 Por:

Recentemente, países do Mercosul firmaram acordo com o intuito de reduzir os óbitos causados por acidentes de trânsito, principalmente entre os jovens. O compromisso envolve diferentes setores da economia: educação, fiscalização, adequação de equipamentos e qualidade no atendimento à saúde.

Os acidentes de trânsito são a segunda causa de morte, atrás apenas de homicídios, entre os jovens de países que integram o Mercosul, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entre os jovens brasileiros, a faixa etária de 18 a 24 anos representa 17% do total das vítimas fatais tendo 2013 como ano-base, ou seja, 42.291 pessoas.

“Estamos vivenciando uma epidemia de mortes no trânsito. Em especial, observamos um cenário preocupante entre os jovens. Com altas taxas de mortalidade nessa faixa etária, estamos comprometendo o futuro e o desenvolvimento de uma geração”, afirmou o ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro.

O Brasil é o segundo país no ranking dos acidentes de trânsito com uma taxa de mortalidade de 22,5 por 100 mil habitantes. O país com a liderança é a Venezuela com 37,2, seguido pelo Uruguai (21,5) e Paraguai (21,4). Nas Américas, a maior proporção das mortes no trânsito é entre os ocupantes de automóveis (42%), pedestres (23%) e usuários de veículos de duas ou três rodas (15%). Pedestres, ciclistas e usuários de veículos de duas ou três rodas detém 41% do total de mortes no trânsito. Esses dados integram o Informe sobre segurança no trânsito na Região das Américas, publicado pela OPAS em 2015.

Iniciativas governamentais brasileiras

O governo brasileiro, junto ao Ministério da Saúde e em resposta à ‘Década de Ações para Segurança no Trânsito 2011 – 2020’, implantou em 2010 o ‘Projeto Vida no Trânsito’. A iniciativa subsidia gestores nacionais e locais no fortalecimento de políticas de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito.

Esse projeto contempla ações executadas por meio da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações tendo como foco as intervenções a partir dos fatores de risco prioritários de ocorrência dos acidentes de trânsito: associação álcool e direção, velocidade excessiva ou inadequada. O motociclista foi priorizado nesse processo e é foco do Plano Nacional de Enfrentamento das Lesões e Mortes envolvendo Motociclistas, que será lançado em breve.

Fonte: Portal do Trânsito

Cidadania e clareza na comunicação para melhor convivência no trânsito!

17/08/2015 Por:


Daqui a dois dias é o Dia do Ciclista (19/8). Você, condutor, reconhece os sinais de quem anda de bicicleta em uma via de trânsito?

Para conversões à direita ou esquerda, motoristas e motociclistas “dão” a seta. Ao frearem, as lanternas traseiras acendem na cor vermelha. E na bicicleta? Sem acessórios, os ciclistas sinalizam aos outros condutores com os braços: a parada com a mão espalmada à frente e as conversões com o próprio braço.

Os ciclistas são submetidos ao mesmo Código Nacional do Trânsito e, para que a convivência seja pacífica nas vias compartilhadas com veículos e motocicletas, é preciso que haja clareza nesta comunicação, além do respeito à sinalização e o exercício da cidadania, itens vitais para a manutenção da segurança do ciclista.

“Se você está de bicicleta, perceba se o motorista está lhe vendo. A sinaleira ou a buzina também ajuda nessa comunicação. Esse é, por sinal, um equipamento obrigatório para quem pedala”, afirma José Aurélio Ramalho, do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

É importante saber que a preferencial é sempre do ciclista. Atenção, motorista! Ao se deparar com alguns dos sinais de braço do ciclista, reduza a velocidade. E a você, ciclista, parabéns e aproveite as nossas dicas e o seu dia!