Arquivos mensais: outubro 2013

Trânsito sem celular. Atenda a esse chamado!

31/10/2013 Por:

De acordo com dados divulgados pelo portal do PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, desde outubro de 2010, o Brasil tem mais celulares do que pessoas. Hoje em dia, para cada 100 habitantes no país, há aproximadamente 135 celulares, e esses números trazem consequências para várias áreas, inclusive para o trânsito.

Para chamar a atenção para os sérios riscos que a distração causada pelo celular pode causar, o PARADA lançou uma nova campanha, que tem como slogan “Trânsito sem celular. Atenda a esse chamado. Seja você a mudança no trânsito”.

A ação demonstra algumas situações de risco para retratar o quão absurdo é o hábito de usar o celular no trânsito: um açougueiro cortando carne enquanto fala ao celular; um marceneiro utilizando uma motoserra também falando ao celular; e uma médica operando um paciente atendendo ao telefone. Todas essas situações remetem ao risco de se realizar algo potencialmente perigoso prestando atenção em outra coisa. Na sequência vemos que a distração causada pelo celular no trânsito pode causar acidentes perigosíssimos, que podem ter como resultado o óbito de quem usa o celular ou de outras pessoas no trânsito.

Em recente pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, uma triste realidade fica evidente: 84% dos motoristas admitem usar o aparelho celular enquanto dirigem. Além disso, 48% dos entrevistados dizem que já passaram por alguma situação de risco ao volante, causada por uma distração, e em 23% dos casos o celular foi o responsável pelo incidente.

É preciso lembrar que aqui no Brasil, conversar no celular ao volante é considerado infração grave, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Os infratores recebem multa de R$ 127,69 e penalidade de cinco pontos na carteira de habilitação.

Confira o vídeo da campanha “Parada Celular 2013”:

Você conhece bem o seu caminhão?

28/10/2013 Por:

Saber identificar os sinais de que seu caminhão precisa de manutenção pode ser fundamental para evitar um desgaste excessivo do veículo, bem como um acidente de trânsito. Ainda que o motorista tenha conhecimentos mecânicos, há reparos que somente um profissional pode fazer com segurança. Veja a seguir alguns itens que devem ser observados com frequência:

Desgaste dos pneus

Observar o desgaste dos pneus é essencial até mesmo para identificar problemas como a má distribuição do peso da carga e o desalinhamento das rodas. Lembre-se que um pneu em más condições, pode contribuir para um acidente de trânsito, pois terá baixa aderência à pista quando for necessário fazer uma frenagem.

Ruídos na transmissão

Se perceber um ruído estranho ao trocar as marchas ou caso elas não estejam engatando direito, fique atento e investigue. Pode ser sinal de defeito no sincronizador, no sistema de embreagem ou nos anéis sincronizadores.

– A cor da fumaça

Às vezes é difícil para o motorista ver a cor da fumaça que está saindo do escape do veículo. Por isso, quando estiver parado em um posto, garagem ou estacionamento, observe a coloração e aspecto do que está saindo. A fumaça muito escura é um indicador de que há algo errado com o motor.

– Freio com ruído

Se ao acionar o freio, seja em um declive ou uma reta, houver algum ruído, fique alerta e procure um mecânico para fazer uma investigação. O problema pode ser oriundo de pastilhas gastas, problemas de rachaduras no tambor ou a lona de freio que está no limite. Não deixe esse problema passar, pois problemas no freio afetam diretamente a sua segurança.

Cuide com carinho do seu veículo e procure um profissional sempre que identificar algum sinal estranho. Sua segurança depende de você!

Motociclista: você usa os freios corretamente?

24/10/2013 Por:

No primeiro semestre de 2013, o Seguro DPVAT registrou um aumento de 38% no número de indenizações pagas na comparação com o mesmo período do ano anterior. Infelizmente, as motocicletas continuam na liderança das estatísticas do Seguro DPVAT. Os acidentes envolvendo o veículo de duas rodas representaram 72% de todas as indenizações pagas pela Seguradora Líder DPVAT no semestre. A alta incidência de acidentes nesta categoria, apesar de as motos corresponderem apenas a 27% da frota nacional, já vinha sendo apontada nos estudos anteriores da Seguradora.

Pequenas atitudes fazem toda a diferença entre a condução segura e a de risco. Conheça algumas dicas que vão ajudá-lo a conduzir sua moto com mais segurança. Lembre-se que em dias chuvosos é preciso redobrar a atenção. Com o asfalto molhado, é preciso reduzir a velocidade e aumente a distância dos veículos que trafegam a sua frente. Outra dica é sempre usar os dois freios, o dianteiro e o traseiro. Especialistas argumentam que num deslocamento normal o peso da moto está distribuído de forma equilibrada. Quando se aciona bruscamente o freio dianteiro, há grande chance de a traseira levantar e, em consequência disso, você perder o controle do veículo. Então, acione os dois freios ao mesmo tempo para manter o equilíbrio da moto. Outro cuidado fundamental é observar o estado dos pneus de sua moto. É importante mantê-los calibrados e em plenas condições de rodagem. Essas são algumas dicas simples que podem fazer toda a diferença numa situação de risco.

Os números mais recentes do Seguro DPVAT só reforçam o cenário violento do trânsito brasileiro, que é responsabilidade de todos:  motoristas, motociclistas, pedestres e governo. Juntos, podemos transformar essa realidade!

Estudo aponta que 67% dos motociclistas acidentados não frequentou a motoescola e 21,3% consumiram álcool ou droga

21/10/2013 Por:

O Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas de São Paulo divulgou, em agosto, uma pesquisa que mostra o perfil das vítimas de acidentes de moto na capital. O estudo aponta que entre as 326 vítimas analisadas no período entre fevereiro e maio deste ano, 67% não frequentaram a motoescola.

Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 21,3% dos usuários de motos consumiram álcool ou droga antes dos acidentes. Os dados também revelam que as principais vítimas não são os motoboys ou motofretistas, mas sim os motociclistas que utilizam a moto para ir e voltar do trabalho, correspondendo a 77% dos casos. Do total, 90% são homens com média de idade de 30 anos.

De acordo com o IOT a maioria dos acidentes com motos ocorrem em horários de pico e 70% em vias retas.  Dados da Seguradora Líder DPVAT reforçam essas informações: no primeiro semestre de 2013, a motocicleta representou a maior parte das indenizações do Seguro DPVAT, alcançando 72% dos pagamentos, sendo o anoitecer o período de maior incidência de acidentes indenizados, seguido pela tarde.

A faixa etária de 18 a 34 anos foi a de maior incidência, com 53% dos casos. Destes, 45% foram decorrentes de acidentes com motocicletas. A frota de motocicletas,  que representa 27% da frota nacional de veículos, foi a responsável por 41% das indenizações pagas para casos de morte, entre janeiro e junho deste ano.

Acidentes com motocicletas podem ser muito mais graves do que acidentes com outros veículos. Isso porque o motociclista fica mais exposto. É muito importante que todos tenham a consciência do quanto é importante saber pilotar uma moto corretamente antes de sair às ruas. E, além disso,   o uso de álcool ou droga no trânsito deve ser sempre evitado. Não use drogas. A vida vale muito mais que tudo isso!

FONTE: G1

Simuladores de veículos serão obrigatórios nos Centros de Formação de Condutores

17/10/2013 Por:

De acordo com a Resolução 444 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), todos os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do país deverão contar com simuladores veiculares até o dia 31 de dezembro deste ano. A ideia é que a tela replique situações reais do trânsito para que o condutor aprenda a lidar com elas, sem que a sua segurança seja colocada em risco.

Especialistas ressaltam que o simulador não vai eliminar os casos de imprudência, responsáveis por grande parte dos acidentes de trânsito. Porém, contribuições no quesito técnico são unanimidade. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Luiz Graziano ressalta a importância de complementar a formação de futuros condutores com o equipamento: “Muitos acidentes ocorrem porque a pessoa não tem técnica, entra na curva e freia, quando não poderia fazer isso. O equipamento pode contribuir para, na emergência, saber o que fazer”, reforça.

O protótipo que originou o simulador foi desenvolvido em 2009, por meio de uma parceria entre o Denatran e Fundação Certi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Verificamos critérios fundamentais para que se alcance a melhora da percepção de risco por parte do futuro condutor. Vimos que um maior grau de proximidade do simulador com relação a um veículo real propicia uma melhor aprendizagem”, afirma o professor da UFSC, Rodrigo de Souza Vieira. “O uso do simulador é uma das tentativas de se dar resposta à sociedade e a Organização Mundial da Saúde para que se consiga diminuir as mortes no trânsito”, destaca a Coordenadora-Geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Denatran, Maria Cristina Hoffmann.

FONTE: Diário Catarinense