Arquivos mensais: agosto 2013

Capacete para ciclistas alerta sobre riscos no trânsito

29/08/2013 Por:

A preocupação com a segurança no trânsito vem estimulando pesquisadores de todo o mundo a buscar novas tecnologias que possam ajudar a minimizar o número de acidentes em ruas e estradas. Um grupo de estudantes do College of the Art, em São Francisco (EUA), desenvolveu um capacete para ciclistas chamado Look System, que alerta para o usuário quando um veículo estiver próximo demais.

O dispositivo emite uma vibração que informa qual a direção da ameaça, possibilitando que a pessoa na bicicleta consiga desviar a tempo.

O novo equipamento de segurança também permite que as autoridades de trânsito locais mapeem as áreas que oferecem maior risco para os ciclistas, uma vez que um dispositivo digital no canote da bicicleta registrará quais os pontos que mais tiveram alertas de perigo. “Os ciclistas passam por situações próximas de acidentes todos os dias, mas elas quase nunca são reportadas para as autoridades, por isso ainda é difícil saber onde elas estão acontecendo”, diz Guy Noren, um dos criadores do capacete.

De acordo com os idealizadores, entre eles o brasileiro André Luiz Leal, somente um protótipo foi lançado até agora, pois eles consideram que o sistema ainda precisa de aperfeiçoamento.

Instrutores de autoescola terão que fazer cursos de atualização

26/08/2013 Por:

A Resolução 358 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em 2010, determina que até 2015 todos os estados brasileiros devam oferecer cursos de atualização para instrutores de autoescola, com duração de 20 horas. Essa é uma exigência para a renovação do cadastro do profissional junto ao órgão de trânsito responsável.

A atualização deverá ocorrer de cinco em cinco anos e as aulas poderão abordar temas como alterações na legislação, o conteúdo que deve ser repassado para os alunos e as expectativas dos futuros condutores. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, essa norma já está sendo cumprida.

De acordo com a nova resolução, para exercer a profissão de instrutor de trânsito, o candidato deve ter no mínimo 21 anos, ensino médio completo, dois anos de habilitação e um ano na categoria “D”, não ter sofrido penalidade de cassação de CNH e não ter cometido nenhuma infração gravíssima nos últimos 60 dias. Além disso, deve realizar curso de capacitação específica para a atividade e curso de direção defensiva e primeiros socorros, que completem uma carga horária de 180 horas/aula.

É importante conscientizar os instrutores das autoescolas da importância da sua atividade para ajudar a construir um trânsito mais saudável e seguro. Transmitir informações de forma correta, orientar o aluno a respeitar as normas de trânsito e avaliar com clareza se o futuro condutor está mesmo preparado para adquirir a CNH são algumas ações que podem ajudar a mudar a realidade tão violenta do trânsito brasileiro.

FONTE: site Agência CNT de Notícias

Como tornar o trânsito mais acessível?

22/08/2013 Por:

Permitir que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida usufruam de todos os benefícios da vida em sociedade, utilizando, com segurança e autonomia, os espaços urbanos e edificações e participando de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação é a definição de acessibilidade, de acordo com o site do Governo Federal. Esse conceito também se aplica no trânsito e para garantir a utilização igualitária das vias públicas é necessária uma série de mudanças, como ônibus e automóveis adaptados, guias rebaixadas para acesso a cadeirantes, marcações nas calçadas, semáforos com sinais sonoros, etc.

A lei de acessibilidade (Decreto Lei nº 5.296) garante que projetos de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação e também de transporte coletivo, devem obedecer às normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Com relação aos estacionamentos, por exemplo, 2% do total das vagas devem ser destinadas para veículos que transportem pessoas com algum tipo de deficiência. Além disso, devem estar sinalizadas corretamente. Os veículos que utilizarem esses espaços devem conter uma identificação especial, que é fornecida pelos órgãos de trânsito, e que precisa estar posicionada em local de ampla visualização.

Já para conduzir um veículo, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida passam por um processo muito semelhante ao dos não portadores de necessidades especiais. A única diferença é que passam por um exame médico especial, que vai especificar na carteira qual a adaptação veicular necessária para cada caso.

Hoje em dia, infelizmente, os portadores de necessidades especiais passam por muitas dificuldades nas ruas brasileiras, pois, principalmente as calçadas e semáforos carecem de sinalização correta. É muito importante discutirmos o assunto, porque circular com segurança e autonomia é um direito de todos os cidadãos!

Acidentes de trânsito superam os números de homicídio no Brasil

19/08/2013 Por:

A revista Veja publicou recentemente, em sua edição 2333, uma grande reportagem que demonstra os números alarmantes de acidentes de trânsito no Brasil. A publicação apresentou dados de um levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária, feito com base nos pedidos de indenização ao Seguro DPVAT, que apontam que o número de vítimas de trânsito é maior do que o registrado para homicídio e câncer. Em 2012, a Seguradora Líder DPVAT registou um crescimento de 39% de indenizações pagas com relação ao ano anterior. Os casos de invalidez permanente representaram 69% do total e os pagamentos relativos às vítimas fatais alcançaram um número superior a 60 mil.

Os dados do Seguro DPVAT ainda chamam a atenção para a faixa etária das maiores vítimas da violência no trânsito: 41% do total de indenizações pagas em 2012 foram para jovens entre 18 e 34 anos de idade. A revista aponta que isso equivale a duas tragédias como a da boate Kiss, em Santa Maria (RS) por semana ou ao dobro do número de médicos formados anualmente no país e a 90 em cada 100.000 jovens adultos brasileiros.

A reportagem destaca também a situação no Nordeste do país, que representou 27% do total de indenizações de 2012, sendo metade deles relacionados a acidentes com motos. A região é a campeã nacional em número de vítimas com menos de sete anos sobre motocicletas, uma vez que é comum vermos nas ruas famílias inteiras – pai, mãe e filhos – circulando em cima de uma mesma moto. A falta de conscientização e fiscalização é um problema gravíssimo que leva a situações extremas como a do Hospital da Restauração, no Recife, a maior unidade de emergência médica da região, que chegou a ter 80% dos seus leitos ocupados por vítimas de acidentes de trânsito.

Mas existem bons exemplos que poderiam ser seguidos no Brasil. De acordo com a revista, na Alemanha, as mortes em acidentes de trânsito caíram 81% nos últimos 40 anos e o governo tem como meta fechar um ano inteiro sem nenhuma vítima fatal. Além disso, a Austrália reduziu a mortalidade nas ruas e estradas em 40% ao longo de duas décadas, enquanto a China alcançou uma redução de 43% no número de mortes entre 2002 e 2011.

Precisamos mudar esse quadro com urgência. É importante estarmos conscientes do nosso papel nessa mudança: fazer a nossa parte, passar para outras pessoas as boas práticas e respeito no trânsito e cobrar dos órgãos responsáveis maior rigor na fiscalização. Esse é um tema que atinge a todos nós e que merece maior atenção. Vamos lutar pela paz no trânsito e valorizar a vida!

FONTE: Revista Veja

Jovens são as maiores vítimas do trânsito brasileiro

15/08/2013 Por:

Você está no auge da sua juventude. Faz planos profissionais, quer terminar a faculdade e emendar a pós-graduação. Quem sabe fazer um curso no exterior. Pensa em se casar, construir uma família e viajar o mundo. Mas um dia, sem aviso prévio, esses sonhos acabam de forma violenta e trágica. Infelizmente, essa é a realidade de muitos jovens no Brasil, que têm suas vidas interrompidas em acidentes de trânsito. Realidade também para as famílias, que perdem seus entes queridos e convivem com a ausência e a saudade daqueles que ainda tinham um longo futuro pela frente.

De acordo com dados da Seguradora Líder DPVAT, no primeiro trimestre de 2013, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas entre 18 e 34 anos, representando 51%. A maior predominância nesse total foi de vítimas do sexo masculino, com 40%.

Fernando Diniz, presidente da ONG Transitoamigo, acredita que um dos principais fatores para a grande incidência de acidentes envolvendo jovens é a mistura entre direção e bebidas alcóolicas. Fernando é pai de Fabricio Diniz, que faleceu em março de 2003, aos 20 anos, em uma tragédia de trânsito na Avenida das Américas, Barra da Tijuca (RJ). Neste acidente, mais duas jovens, Mariana e Juliane, ambas com 18 anos, também perderam suas vidas. De acordo com ele, para garantir a sustentabilidade no trânsito é necessária a junção de três fatores: leis, fiscalização e justiça. “A fiscalização nas ruas e estradas brasileiras hoje é ineficiente. Houve um crescimento da frota de veículos e de pessoas com habilitação para dirigir, mas o número de agentes de fiscalização não cresceu na mesma proporção”, ressalta.

Diniz também participou da elaboração do projeto de lei 798/07, que tramita no Senado e propõe que as penas alternativas a quem praticou crime de trânsito sejam cumpridas em ambientes relacionados ao resgate, atendimento ou recuperação de vítimas – como acompanhar atendimento de primeiros socorros ou o tratamento de pessoas com sequelas de acidentes. “Essa é uma pena muito mais educativa do que pagar cestas básicas”, defende. “Cada um de nós, jovem ou adulto, tem que fazer a sua parte agindo com responsabilidade no trânsito”, ressalta Fernando.

Cinto de segurança: é necessário fazer manutenção?

12/08/2013 Por:

A função do cinto de segurança é evitar que os ocupantes dos veículos se choquem contra as partes do mesmo ou contra outros passageiros. É um item obrigatório de segurança, por isso, para garantir que funcione com eficiência, é necessário que passe por manutenções periódicas.

Os defeitos mais comuns do cinto de segurança são: danos na cinta ou problemas no fecho.  É importante observar se o tecido não está desgastado e se o cinto não está frouxo, pois no caso de uma colisão, ele pode não funcionar da maneira esperada. Verifique também se a trava está exercendo bem a sua função. No caso de cintos retráteis, uma boa dica é puxar a parte diagonal com rapidez para ver se o cinto está travando ou se o sistema de recolhimento está adequado. O fecho também não pode ficar de fora: o cinto precisa encaixar com facilidade e travar, bem como ser destravado corretamente quando acionado.

Além disso, quando o veículo sofre uma colisão, o cinto recebe uma carga de esforço, e é necessário verificar as condições em que ficou o equipamento. Se for preciso, faça a troca do cinto em estabelecimentos confiáveis e informe-se se o novo equipamento é compatível com as especificações do seu veículo e se possui certificado de qualidade.

A vida útil do cinto de segurança depende das condições a que o carro é exposto, e também do uso correto do item. Não se esqueça de usá-lo sempre, pois o item diminui as consequências de acidentes e pode salvar vidas!

Viva-voz no carro é mais perigoso do que falar ao celular?

05/08/2013 Por:

De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos pela Universidade de Utah, encomendado pela American Automobile Association (AAA), sistemas de interatividade para carros, mais conhecidos como “hands free” ou “mãos livres”, podem ser mais perigosos do que falar ao celular enquanto dirige. Estes recursos consistem em botões mais acessíveis e comandos em viva-voz para telefonar e mandar mensagens de dentro do carro, entre outras atividades.

A pesquisa demonstra que é preciso muito mais atenção do motorista para comandar o sistema de viva-voz. Essa distração é definida pelos pesquisadores como “visão de túnel” ou “cegueira de desatenção”, porque a primeira reação dos condutores é se esquecer de olhar pelos espelhos retrovisores e prestar atenção aos detalhes do que vê na frente, seja a luz de freio de um carro ou pedestres.

Para realizar o estudo, aplicado pela equipe do especialista Dr. David Strayer, 32 estudantes universitários dirigiram enquanto executavam uma série de tarefas secundárias, que vão desde ouvir música a enviar e-mails e SMS. Foram medidas ondas cerebrais, movimentos oculares e outras reações para avaliar o que acontece com a carga de trabalho mental dos motoristas quando eles tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo.  Para acompanhar os movimentos da cabeça e dos olhos dos motoristas, câmeras foram montadas dentro do carro. Além disso, outro dispositivo permitiu gravar o tempo de reação a luzes vermelhas e verdes que foram colocadas no campo de visão dos condutores.

É importante saber que no momento em que está conduzindo um veículo, o motorista deve dedicar total atenção a essa atividade. Se precisar se comunicar com alguém com urgência, pare o carro e faça a ligação.

Transporte clandestino: não embarque nessa!

01/08/2013 Por:

 

Uma das opções para quem quer viajar, seja durante as férias ou não, é o ônibus. Mas, infelizmente, é muito comum que as pessoas recorram a transportes clandestinos, buscando apenas passagens mais baratas, sem levar em conta os riscos que estão correndo.  O resultado disso é percebido nas estatísticas: nas estradas, a maioria dos acidentes envolve transporte clandestino, já que esse tipo de transporte não segue as regras de segurança cobradas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e não passa por inspeções periódicas.

Para combater esse cenário, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a ANTT têm realizado intensas fiscalizações pelas estradas brasileiras para identificar esses transportes e não permitir que eles continuem viagem. Além disso, a ANTT, o Ministério das Cidades e Ministério dos Transportes lançaram recentemente uma campanha para alertar sobre os riscos que o passageiro está sujeito quando contrata um transporte pirata. O objetivo é conscientizar sobre o quanto é importante que o passageiro leve em consideração a segurança na hora de escolher a transportadora e assim, opte por uma que esteja regularizada.

O conceito escolhido para a campanha é: “QUEM CONTRATA TRANSPORTE PIRATA PODE FICAR NO MEIO DO CAMINHO. NÃO EMBARQUE NESSA”.  A ação faz parte do Pacto Nacional Pela Redução de Acidentes (Parada: Um Pacto pela Vida), iniciativa do governo federal para reduzir em 50% o número de acidentes, entre 2011 e 2020. É importante lembrar que o passageiro também é responsável por garantir a segurança no trânsito, por isso é fundamental  que a viagem seja realizada por uma empresa regular. Seja consciente! Divulgue para seus amigos essa campanha!