O futuro do transporte

11/12/2017 Por:

A tecnologia tem cada vez mais se aprimorado para facilitar a nossa vida, não é mesmo? E isso não poderia ser diferente quando o assunto é transporte público. Todos os anos, países investem em ações que aliam tecnologia e mobilidade urbana para maior conforto dos usuários nas grandes cidades.

Em países como França, Espanha e Alemanha, os meios de transporte automatizados, por exemplo, já são uma realidade, garantindo um salto de qualidade. Iniciativas como essas refletem no aumento da capacidade da frota, menor tempo de espera, maior segurança na operação e diminuição no impacto ambiental. 😉

No Brasil, essa realidade ainda é um pouco diferente e temos muitos pontos a melhorar. Segundo o Instituto Akatu, o país deixa de gerar R$ 90 bilhões por ano com a perda de produtividade dos trabalhadores que passam, pelo menos, meia hora por dia no trânsito. Esse montante é equivalente a 2,5% do PIB. :O Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os moradores das nove maiores regiões metropolitanas do país gastam, em média, 1 hora e 22 minutos por dia no transporte coletivo. A tecnologia poderia ser uma maneira de resolver o problema e encontrar soluções para o nosso sistema de transporte público.

Pensando nisso, vamos conhecer juntos algumas das tendências de mobilidade? \o/

Direção automatizada

Os trens e metrôs operados remotamente por meio de softwares de controle, conhecidos como sistemas driverless, já são uma realidade. Essa automação possibilita programar a velocidade e o intervalo dos trens conforme a necessidade e até determinar o tempo de abertura das portas, pessoal. A tecnologia oferece mais conforto, rapidez e segurança aos usuários.

Em Paris, na França, o metrô é um bom exemplo dos benefícios desse modelo. Inaugurada em 1900, a linha 1, a mais tradicional da cidade, concluiu a migração de sistema em 2013. Com a mudança, os intervalos entre um trem e outro foram reduzidos de 105 segundos para 85 segundos – o que permitiu aumentar a capacidade de passageiros em quase 50%. Como os trens estão perfeitamente sincronizados, a necessidade de fazer paradas bruscas é menor, reduzindo o consumo de energia em 15%. Bem legal, não é?

Planejamento em tempo real

Programas de análise de dados em tempo real têm transformado a rotina do trânsito ao redor do mundo. Os sistemas de monitoramento permitem mudar os padrões do tráfego, reprogramando o intervalo dos semáforos para aliviar congestionamentos. Em Berlim, por exemplo, já é realidade a utilização de um sistema que cruza informações fornecidas por órgãos oficiais para fazer cálculos de curto prazo e assim informar os usuários sobre a situação do trânsito no momento. As informações são exibidas nas paradas de trens e ônibus, estacionamentos públicos e displays espalhados pela cidade.

Conexão com o usuário

O acesso a celulares com mais tecnologia tem tornado os usuários mais conectados, o que abre caminho para sistemas que permitem ao cidadão acompanhar o trânsito nas cidades.

Já existem cidades com sistemas de mobilidade inteligente, onde aplicativos são capazes de mostrar o panorama geral em tempo real da rede de transporte. É o caso de Barcelona, na Espanha, onde o órgão responsável pelos serviços de transporte urbano na cidade implantou um sistema de gestão que calcula o tempo percorrido por ônibus e trens e mantém essa informação permanentemente atualizada e acessível nos sete aplicativos de que dispõem. Com a ferramenta, 90% dos ônibus conseguem cumprir seu horário, mais que o dobro da média de 10 anos atrás. Os passageiros, por sua vez, contam com estimativas de tempo mais precisas para planejar sua viagem, o que aumenta a comodidade.

E você? Qual o seu sonho de consumo tecnológico para ajudar na mobilidade do dia a dia? Conta para a gente aqui nos comentários. 😉

 

Pilotando com segurança: mudança na formação dos motociclistas

08/12/2017 Por:
 

Em busca de alternativas ao transporte público e para fugir dos grandes congestionamentos, muitos brasileiros encontram nas motos uma opção barata e eficaz. Segundo os dados do Anuário do Transporte, publicação divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), nos últimos 15 anos a frota de motos aumentou 402,2%. Em números absolutos são 20,2 milhões de unidades registradas até 2015, ou 27% da frota nacional. Números bem grandes, não é, pessoal? Apesar disso, os motociclistas são os que mais sofrem acidentes e respondem por 74% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT de janeiro a outubro de 2017, de acordo com o Boletim Estatístico da Seguradora Líder.

Por aqui, a gente sabe que tem uma pergunta que sempre surge em relação a esses dados que falam sobre indenização: por que tantos motociclistas se envolvem em acidentes? Essa pergunta tem muitas respostas possíveis. Uma delas é a formação deste condutor, que encontra várias deficiências, como falta de padronização das aulas, o pouco preparo dos instrutores e a própria metodologia das aulas práticas, que preparam o motociclista para passar no exame, mas não a andar nas ruas.

Pensando nisso, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) está preparando um documento para reestruturar a formação de condutores a partir de 2018. Uma das novidades serão as cerca de dez mudanças a serem aplicadas no processo de formação. A boa notícia é que os interessados em tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vão passar mais tempo na prática antes de tirar a carteira. Vai ser preciso mais esforço antes de sair pilotando pelas cidades, pessoal! 😉

O objetivo é melhorar a qualidade na formação dos futuros condutores. Entre as principais mudanças está o aumento da carga horária nas aulas, que irão passar de 70 para 90 horas. Além disso, o registro será por biometria e vídeomonitoramento da participação dos alunos nas aulas práticas e teóricas.

Esse documento vai ser enviado até o final de dezembro para o Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) e, caso as mudanças sejam aprovadas, elas passarão a ser aplicadas em 180 dias. \o/

Essa iniciativa de políticas públicas para maior educação e preparação dos motociclistas já são um primeiro passo em direção a um trânsito mais seguro e com menos acidentes. E você, o que acha dessas mudanças na formação destes condutores? Conta para a gente a sua opinião aqui nos comentários. 😉

 

O que podemos aprender sobre os exames médicos de motoristas com a tragédia ocorrida em Pernambuco?

07/12/2017 Por:

Por Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas

No final do ano passado, um motorista de 26 anos com histórico de abuso de drogas e álcool desde a adolescência, envolvido em vários acidentes, passou o sinal vermelho numa velocidade de 108 km/h em uma avenida de Recife, cujo limite era de 60km/h e colidiu com outro veículo. Como resultado, o acidente vitimou 3 pessoas, sendo a esposa do outro condutor, seu filho e a babá do seu filho, que estava grávida. Sobreviveram apenas o marido e uma filha pequena.

O jovem motorista estava visivelmente alcoolizado e possivelmente sob efeito de drogas. Ele sofreu ferimentos leves e foi preso. A repercussão foi tão grande que a polícia apresentou a conclusão do inquérito apenas oito dias depois. A quantidade de testemunhas e o histórico do causador do acidente também ajudaram na apuração da tragédia.

Existem muitas lições para extrair desse episódio e evitarmos que novos crimes de trânsito como este ocorram. Entretanto, o que queremos destacar é a necessidade de revermos os exames médicos de motoristas no Brasil. Todos os condutores são obrigados a passar por esses exames, mas denúncias afirmam que estes, muitas vezes, não são confiáveis.

No caso deste acidente de Pernambuco, vemos que estas denúncias estão corretas. Afinal, como um jovem que, desde a escola, era um usuário de drogas, tinha como hábito dirigir alcoolizado e, por diversas vezes, foi internado, conseguiu passar pelo exame médico sem que o profissional especializado em Medicina de Tráfego identificasse esse problema? Na mesma linha de raciocínio, nas operações de saúde realizadas com caminhoneiros nas estradas, até 40% dos motoristas examinados são identificados com deficiência visual, embora esse fato não apareça registrado na CNH.

Portanto, não importa a categoria da CNH do motorista, é evidente que precisamos investigar a qualidade desses exames médicos, que não podem servir apenas para gerar receita.

Gostou do artigo? Clique aqui para conhecer o site do SOS Estradas, um programa que visa reduzir os acidentes e aumentar a segurança nas rodovias.

Um trânsito melhor: uma causa mundial

06/12/2017 Por:

Vale a pena perguntar o que os diferentes países do mundo estão fazendo para diminuir os acidentes de trânsito? A resposta é sim, já que os acidentes, infelizmente, são um problema global. 🙁

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em levantamento feito em 178 países, o trânsito é a nona maior causa de mortes do planeta. Sem campanhas de conscientização, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões em 2030. Pensando nisso, a ONU lançou, em maio de 2011, a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, na qual governos de todo o mundo se comprometem a tomar novas medidas para prevenir os acidentes no trânsito. A gente nem precisa dizer que essa ação é bem bacana, não é, galera? 😉

Mas agora, vamos às curiosidades sobre o universo dos acidentes de trânsito no nosso país e ao redor do globo. Vocês sabiam que o Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito? É isso mesmo! Nosso país fica apenas atrás da Índia, da China, dos Estados Unidos e da Rússia.

Já no cenário europeu, a realidade muda um pouquinho, já que, por lá, a segurança no trânsito, além de ser protagonista, é uma realidade. Desde 2010, foram registradas 17% menos mortes, uma grande conquista. A União Europeia elaborou um plano estratégico por mais segurança no trânsito que está surtindo efeito. Entre as medidas previstas, estão o aprimoramento do desenho das vias para mais segurança, tecnologia, fiscalização e educação dos condutores. Podemos seguir os bons exemplos por aqui, não acham?

A Espanha, por exemplo, está hoje entre os dez países com menores índices de acidentes fatais no mundo e é o quinto na Europa, atrás apenas da Suécia, Reino Unido, Holanda e Dinamarca. Sabe qual foi o segredo? Aplicar políticas públicas eficazes e controles rigorosos, acompanhados de campanhas de educação e prevenção permanentes, infraestruturas de qualidade e ferramentas eletrônicas que ajudaram bastante na fiscalização. A gente destaca também o fortalecimento das instituições associadas ao trânsito, a modernização e reforma da rede de estradas do país.

Aqui no Brasil, ainda estamos dando passos lentos para a redução dos acidentes de trânsito, mas podemos destacar algumas iniciativas bem bacanas. Uma delas é o Projeto Vida no Trânsito (PVT), criado em resposta à Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020 proposta pela ONU e coordenada pelo Ministério da Saúde, em uma articulação interministerial e em parceria com a Organização Pan Americana da Saúde (Opas). Seu foco está no desenvolvimento de ações em dois fatores de risco no país: dirigir após o consumo de bebida alcoólica e velocidade excessiva e/ou inadequada.

Por aqui, ficamos muito felizes que ações globais estejam sendo pensadas e colocadas em prática. E você, o que acha de todas essas iniciativas? Conta para a gente aqui nos comentários. \o/

Vamos de bicicleta?

04/12/2017 Por:

Você sabe qual é a receita para manter a saúde, aumentar a produtividade no trabalho e relaxar? É a bicicleta, pessoal! De acordo com um estudo recente publicado pelo British Medical Journal, quem opta pela locomoção diária de bicicleta reduz em 52% o risco de sofrer doenças sérias do coração e em 40% o risco de câncer, entre outras vantagens, quando comparado a outras atividades físicas, como caminhar ou correr. Uma ótima dica, não é mesmo? 😉

No trânsito, a bicicleta é uma aliada e traz vantagens para ciclistas, pedestres e motoristas. Além da economia de tempo em trajetos com trânsito mais intenso, andar de bicicleta é uma oportunidade para economizar e reduzir a poluição através da diminuição do número de veículos nas ruas. Outro benefício está no fato do ciclista ficar mais tranquilo, devido ao aumento das endorfinas liberadas pelo exercício, o que contribui para um relaxamento dos músculos e da mente.

Separamos alguns benefícios para os ciclistas e para inspirar quem ainda não começou. Confira abaixo! 😉

– Alguns estudos demonstram que ciclistas regulares, em geral, desfrutam da saúde de alguém cerca de 10 anos mais jovem;

– Por ser um exercício de baixo impacto, a bicicleta não tem restrições: pode e deve ser praticado por todos;

– Pedalar regularmente reduz os níveis percebidos de estresse e promove o relaxamento;

– Praticar o ciclismo regula o equilíbrio e a coordenação;

– Andar de bicicleta pode queimar cerca de 500 calorias por hora, ajudando no controle do peso;

– De acordo com estudos, quem pedala até o trabalho tem menores chances de faltar do que empregados que não praticam a atividade. Ciclistas chegam motivados e relaxados;

– É fácil unir o exercício ao dia a dia, já que a bicicleta também pode ser usada como meio de transporte.

O ciclismo é um dos esportes mais democráticos que existem e pode ser praticado por pessoas de todas as idades. No entanto, é sempre importante estar atento ao uso correto dos equipamentos e respeitar seus limites, pessoal! Maior produtividade, mais saúde e segurança no trânsito: uma combinação que a Seguradora Líder apoia!