Evolução da mobilidade urbana conta a história do Rio de Janeiro

08/12/2016 Por:

Foto: Henrique Freire/Governo do Estado do Rio

Conhecer a história do Rio de Janeiro por meio da evolução dos meios de transporte parece um pouco inusitado. Mas entender as diferentes transformações sofridas por esse setor é uma boa maneira de descobrir como a Cidade Maravilhosa desenvolveu novos costumes, culturas e seu espaço urbano. Essa ideia se tornou realidade no livro “A Costura da Cidade – A Construção da Mobilidade Carioca”, de autoria do professor Antônio Edmilson Martins Rodrigues, da Pontifícia Universidade Católica do Rio, lançado em outubro.

Com mais de 150 fotos, charges e anúncios encontrados em importantes acervos do município, como Arquivo Geral da Cidade, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional, a publicação trilha a trajetória do Rio começando pelo momento em que a cidade se torna capital do Brasil, em 1763. E a partir dessa época, o leitor começa a acompanhar a abertura de ruas, as ocupações territoriais e como isso mudou o cenário carioca, tanto em relação ao público como a rotina das pessoas que moravam no Rio.

A obra mostra meios de transporte mais antigos, com textos e imagens de bondes e bicicletas, e ainda revisita momentos importantes, como a importação dos ônibus e o início das operações das barcas, do metrô e do trem. As mais recentes e modernas formas de locomoção, que transformaram a cara do Rio nos últimos anos, também foram lembradas pela publicação, como é o caso do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que liga o Aeroporto Santos Dumont à Rodoviária Novo Rio, e os teleféricos instalados em complexos da cidade.

Como toda história, o livro utiliza como personagens aqueles que são responsáveis por criar diariamente as novas memórias do Rio: os usuários. Para isso, uma fotógrafa percorreu por trens, metrôs, ônibus e até bairros com ciclovias para expor os efeitos dessas novas formas de locomoção na vida de milhões de pessoas que circulam pela Cidade Maravilhosa. E o resultado são belas imagens e a descoberta de um município lindo, mas que ainda deve muito aos cariocas.

Regulagem do banco do carro faz toda a diferença para a sua saúde e segurança!

05/12/2016 Por:

postura-idealEntrar em um veículo e ajustar a posição dos espelhos antes de tudo é um costume adotado por muitos motoristas. Mas você já refletiu sobre como a postura ao dirigir influencia a sua segurança? Ao contrário do que se imagina, os espelhos só devem ser regulados após o condutor adequar o banco às suas necessidades. Dessa forma, é possível aumentar a capacidade de reação em situações adversas e manter a saúde do corpo. Confira algumas dicas e avalie se o assento do seu automóvel precisa ser regulado para te dar toda proteção e conforto.

– As pernas devem ficar ligeiramente flexionadas e a coluna precisa estar em total contato com o encosto do banco. Quando esticada, a perna esquerda deve ser capaz de acionar o pedal da embreagem até o final.

– A posição dos braços é uma forma de verificar se o banco está ajustado corretamente. É importante que o cotovelo fique levemente flexionado enquanto o condutor segura a direção e as mãos estejam posicionadas no volante no mesmo ângulo de um relógio marcando 10h10.

– Não deixe o assento muito alto para evitar que as pernas fiquem muito próximas ao volante. Caso a altura e distância desse item sejam ajustáveis, você deve posicioná-lo de uma forma que facilite a visibilidade de todo o painel do carro.

– O ideal é que o encosto da cabeça esteja em uma altura alinhada ao centro posterior da cabeça ou até três centímetros acima. Levante-o até que a metade do encosto pare na altura da linha dos olhos. Dessa forma, movimentações bruscas no pescoço serão absorvidas pelo item e, consequentemente, o risco de lesões na região será reduzido.

– Os espelhos também são importantes para a segurança. A partir do retrovisor interno, todo o ambiente atrás do carro precisa ser visualizado. Já os espelhos externos precisam manter a linha do horizonte no centro, mostrando o mínimo possível do automóvel para diminuir os pontos cegos.

Assista o vídeo abaixo e entenda as dicas para manter a postura e a saúde enquanto você dirige:

Empresas adotam sistema sustentável de entrega com bicicletas

01/12/2016 Por:
Foto: Anneli Salo/Wikimedia Commons

Foto: Anneli Salo/Wikimedia Commons

A bicicleta está se tornando uma realidade cada vez mais presente nos grandes centros urbanos do Brasil. Seja para fugir do caos do trânsito ou se locomover de forma sustentável, a “magrela” também se transformou em negócio e tem conquistado o mercado de entregas de produtos no mundo e em cidades brasileiras, como Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

A inspiração para a atividade vem de Nova York, nos Estados Unidos, com os conhecidos bike messengers, que fazem entregas de documentos e produtos pela cidade. No Rio de Janeiro, a iniciativa Ciclo Courier surgiu prometendo eficiência, agilidade e baixos custos aos clientes que querem se comprometer com a sustentabilidade.

No Brasil, a empresa EcoBike Courier revolucionou o mercado de logística e começou a oferecer em 2011 o serviço para a capital paranaense. E a aposta deu certo: atualmente, a atividade conta com 30 profissionais pelas ruas do município e conseguiu expandir para outras seis cidades do país, conquistando mais de 100 clientes.

Atendendo farmácias, hospitais, empresas de cosméticos e saúde com serviços fixos e esporádicos, campanhas e delivery, a iniciativa já conseguiu evitar a emissão de mais de 17 toneladas de gás carbônico desde que chegou ao mercado. Empresas como Panvel, uma das farmácias pioneiras no assunto, TNT e HCor são algumas que incorporaram o serviço de logística consciente.

Além da preocupação com o meio ambiente, o negócio é uma forma de companhias mostrarem e apoiarem o engajamento real com a causa verde, investindo em alternativas não poluentes.

Inovações tecnológicas apontam para um futuro mais seguro para motociclistas

28/11/2016 Por:
Foto: Divulgação/BMW

Foto: Divulgação/BMW

Para conviver com um trânsito seguro no futuro, precisamos agir agora. A tecnologia tem exercido um importante papel para diminuir o número assustador de mortes que acontecem no mundo todos os anos. E as motocicletas sempre foram motivo de preocupação para os especialistas em segurança no trânsito por deixar seus condutores mais expostos e vulneráveis a situações de risco.

Agora, além da população e das autoridades, as montadoras vêm demonstrando interesse em investir em pesquisa e novas tecnologias para criar veículos capazes de reduzir ao máximo as chances de acidentes graves. A BMW, por exemplo, apresentou recentemente um projeto que promete revolucionar o mercado de motos. Com um conceito inteligente e um design futurístico, o protótipo Motorrad Vision Next 100 conta com um sistema de autoequilíbrio que mantém a moto na vertical mesmo quando estiver parada.

Nas rodas, os sulcos foram projetados em terceira dimensão (3D) para ajustar a profundidade de acordo com as condições da pista, função controlada pela inteligência da moto. Essa e as outras características do protótipo tornam a direção mais segura e simples, conseguindo, inclusive, excluir a necessidade do uso de capacete. Quem escolher essa moto terá que usar dois equipamentos: um visor que substitui o painel do veículo, exibindo as informações apenas quando o condutor olhar para baixo, e uma roupa especial, equipada com sensores que monitoram as condições físicas do piloto.

Outra inovação para os amantes de motos é o protótipo C1, da empresa Lit Motors, também desenvolvido com um dispositivo que impede o veículo de tombar. Diferente da versão da BMW, o C1 é uma mistura de carro e motocicleta, por ser fechado, ter um volante e duas rodas. Dessa forma, o exemplar elétrico mantém a maior segurança de um carro sem abrir mão da agilidade.

Outra inovação para os amantes de motos é o protótipo C1, da empresa Lit Motors, também desenvolvido com um dispositivo que impede o veículo de tombar. Diferente da versão da BMW, o C1 é uma mistura de carro e motocicleta, por ser fechado, ter um volante e duas rodas. Dessa forma, o exemplar elétrico mantém a maior segurança de um carro sem abrir mão da agilidade.

Acidentes de trânsito impactam nos investimentos feitos em serviços públicos

24/11/2016 Por:

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Consciência, atitudes, engajamento e investimento são capazes de mudar a direção do perigoso curso da violência no trânsito. Ano após ano, a imprudência e irresponsabilidade interrompem milhares de vidas e, sem ao menos notarmos, causa impactos em diversos serviços públicos, como por exemplo, o sistema de saúde. Apenas em 2014, 44 mil pessoas morreram por conta de acidentes em ruas brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde, e os gastos com tratamentos e atendimento das vítimas, além dos custos com os óbitos, chegaram a R$ 56 bilhões.

No último domingo (20), Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito, a população e as autoridades foram convidadas a uma reflexão sobre o alto valor investido em situações que são, em sua grande maioria, evitáveis. Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), somando os valores gastos nos últimos cinco anos, cerca de R$ 250 bilhões poderiam ser investidos na construção de 125 mil escolas ou mais de oito mil hospitais em todo o Brasil, o que ajudaria a amenizar a atual crise vivida por esses setores.

Outras estimativas feitas pela ONSV chocam por mostrar que as tragédias de trânsito estão muito próximas da realidade de todos. Por exemplo: atualmente, 99 milhões de brasileiros tem conta no Facebook. Nos próximos cinco anos, cada usuário com 200 amigos na rede social perderá cinco deles para a violência no trânsito e outros ficarão com sequelas permanentes. Para 300 contatos no Facebook, esse número sobe para nove mortos.

Esses e muitos outros dados preocupantes mostram que medidas urgentes precisam ser tomadas em prol da vida, seja por meio da conscientização, da educação e, principalmente, da prevenção. Direta ou indiretamente, somos todos vítimas de um trânsito cada vez mais violento. Vamos juntos nessa luta por um trânsito seguro e de paz?

Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito

22/11/2016 Por:

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*Por Carlos Guerra

De 2005 a 2015, mais de 435.853 mil pessoas faleceram por acidentes no Brasil, segundo dados da Seguradora Líder-DPVAT. Se juntarmos o número de vítimas desse período, teríamos um cemitério quase do tamanho de uma cidade como Niterói (RJ). No domingo, 20 de novembro, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, façamos uma breve pausa para lembrar de todos que morreram por causa de acidentes com veículos e pensar o que cada um de nós pode fazer para evitar outras tragédias.

O trânsito é perigoso por sua própria natureza. Veículos novos podem se locomover em alta velocidade, dando a impressão aos passageiros que a rapidez está baixa por tamanha estabilidade e tecnologia. Entretanto, se uma batida contra o asfalto a 40 quilômetros por hora já é capaz de fazer um estrago enorme a um ser humano, nem precisamos nos esforçar muito para pensar o quanto somos frágeis dentro de um veículo a 130 por hora. Mesmo sabendo que tal velocidade não é permitida no Brasil, é comum vermos carros e motos nesse ritmo em rodovias.

Qual é a saída para essa guerra silenciosa e apolítica que acontece todos os dias no trânsito? Definitivamente, não podemos retroceder e negar os benefícios que a sociedade e a economia têm com as facilidades de locomoção que a evolução tecnológica nos permite hoje. A ciência, aliás, é uma aliada que agora trabalha para tornar os veículos mais seguros, econômicos e sustentáveis. A saída possível para essa situação é a educação. Sempre ela, aparecendo como a base para formação de uma sociedade mais equilibrada e pacífica.

Sem a educação, nenhum avanço tecnológico será capaz de frear a violência que acontece todos os dias no trânsito. Por isso, a partir de agora, todos estão convidados a adotar uma nova postura que garanta mais segurança e menos barbárie. Qualquer cidadão, motorista, passageiro ou pedestre, pode colaborar fazendo a sua parte.

Os motoristas conduzem especial responsabilidade. É importante entender que as leis de trânsito foram pensadas e aplicadas para proteger a vida. Respeitá-las em sua totalidade é fundamental, por isso o pedestre tem prioridade. O que está em jogo não é só a integridade de quem segura o volante, mas também de todos que estão em sua volta.

O pedestre também tem papel importante. Ele deveria seguir as leis de trânsito, mas muitas pessoas desconhecem princípios básicos como atravessar nas faixas, usar passarelas e andar na calçada.  Os ciclistas, que integram cada vez mais o sistema de transporte nas cidades, podem contribuir andando pela ciclovia, usando equipamentos de segurança, lanternas e coletes luminosos, sinalizando e respeitando faixas de trânsito e os sentidos das vias.

O passageiro também pode ajudar bastante, não desviando a atenção do condutor e usando cinto de segurança, por exemplo. O passageiro nunca deve pedir para descer fora do ponto de ônibus.

São inúmeras as ações que cada um pode fazer para evitar acidentes, mas precisa ter em mente o respeito à vida como essência.  Através da educação e mudança de atitude, os brasileiros poderão mudar este cenário trágico. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito serve para nos mostrar o quanto somos frágeis e valiosos. Faça sua parte por um trânsito mais seguro.

*Carlos Guerra, Diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT.

Sobreviventes de guerra e tsunami falam sobre como acidentes de trânsito mudaram suas vidas

20/11/2016 Por:

Quais são as chances

Quais são as chances de um ser humano sobreviver ileso à uma guerra ou a um terremoto? Embora pareça pequena, a probabilidade de sair sem danos de uma catástrofe é maior do que sobreviver a um acidente de trânsito sem sequelas. Essa foi a realidade de Daniel Lopez e Sergio Okumoto, personagens reais que, respectivamente, saíram intactos de campos de batalha e de um desastre natural, mas não de um acidente com veículos automotores. Com o objetivo de sensibilizar a sociedade, principalmente os jovens, a Seguradora Líder-DPVAT, que administra o Seguro DPVAT, fez uma campanha para o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, que acontece neste domingo, dia 20 de novembro.

“Acreditamos que essa campanha vai tocar muitas pessoas, pois, além de contar histórias reais, ela joga luz para um problema que nós alertamos todos os dias através de estatísticas e mata mais do que epidemias, guerras e desastres. O que queremos com isso é convidar a sociedade a repensar seus hábitos no trânsito enquanto motorista, passageiro ou pedestre para acabarmos com essa tragédia silenciosa que vivemos diariamente, como se fosse algo comum” afirma Carlos Guerra, Diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT.

O primeiro documentário é protagonizado pelo ex-soldado americano Daniel Lopez, que trabalhou para Forças Armadas dos EUA. Ele passou pelas guerras da Bósnia, Afeganistão e Iraque. Voltou ileso três vezes e quando estava em casa, achou que os piores perigos da sua vida já haviam passado completamente. Depois de nove dias em sua terra natal, sofreu um acidente de carro e perdeu uma das pernas. Hoje, Daniel usa uma prótese.

A segunda história apresentada é a do Sergio Okumoto, brasileiro que vive no Japão. O momento de maior terror da sua vida foi em 2011 quando a Terra do Sol Nascente foi abatida por um terremoto concomitante a um tsunami. Felizmente, dessa tragédia ele conseguiu sobreviver sem sequelas. Mas, de volta ao Brasil, quando acreditava já ter passado por tudo em sua vida, foi vítima de um acidente de caminhão, que o deixou com uma das suas pernas encurtadas e hoje se locomove com o auxílio de uma muleta.

Assinada pela Master Comunicação, a campanha tem como mensagem central: “se você tem medo da guerra (ou de desastres naturais) por que não tem medo do trânsito”. “Uma das características que chama a atenção neste trabalho é o uso de estatísticas.  E o que mais impressiona é que o trânsito, em todos os comparativos, sempre é o mais letal. Para provar isto, fomos atrás de fatos: histórias reais de pessoas que passaram por grandes adversidades, mas foram abaladas pelo trânsito” conta Patrik Schulze, Diretor de Atendimento Master Comunicação.

 

Ruas brasileiras registram um acidente a cada 57 segundos e uma morte a cada 11 minutos

17/11/2016 Por:
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

O que você consegue fazer em menos de um minuto? Esse tempo parece curto para realizar qualquer atividade, mas é suficiente para causar danos irreversíveis para muitos brasileiros: a cada 57 segundos, um acidente de trânsito acontece nas ruas do país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. E esse pequeno período impacta diretamente no número de mortes no Brasil ligadas a essa natureza, com registro de um óbito a cada 11 minutos e 21 segundos, segundo projeção feita pelo Instituto Avante Brasil com base em dados do Ministério da Saúde.

Com tantas vítimas, as ruas, estradas e avenidas do Brasil figuram no quinto lugar do ranking da OMS sobre os países com trânsito mais violento. Os dados assustam e servem como um alerta para que autoridades e população se unam em prol da vida, trabalhando para a prevenção, educação e conscientização de condutores e pedestres, além de maior fiscalização e segurança nas vias do país.

Acidentes podem ser evitados e o seu papel para essa mudança acontecer é fundamental! Além de contribuir para um trânsito mais seguro, os resultados, com a participação de todos, trazem outros benefícios importantes para ajudar a recuperar outras vidas, como o uso de menos leitos em hospitais que poderiam ser destinados a pessoas com outros problemas inevitáveis.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), morrem por ano mais de 1,25 milhão de pessoas em acidentes de trânsito. Tanto que existe o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, que acontece no terceiro domingo do mês de novembro. Aproveitamos a data para alertar para essa triste realidade. No ano passado, nossa campanha para a data teve o objetivo de valorizar a vida e sinalizar para os riscos de misturar álcool, celular, velocidade e direção. Lançamos um vídeo com mensagens escritas em fontes tipográficas inspiradas em acidentes reais com histórias tristes de pessoas que perderam a vida. Veja nosso vídeo!

Tecnologia nas avaliações de habilitação contribuirá para trânsito mais seguro

14/11/2016 Por:
Foto: Mariana Tochetto - Detran RS

Foto: Mariana Tochetto – Detran RS

A tecnologia contribui para mudanças e aprimoramento de produtos, processos e sistemas. Em se tratando de segurança no trânsito, não é à toa que autoridades do mundo todo tentam encontrar formas para tornar o trânsito um local onde a segurança seja prioridade tanto para pedestres como para condutores. No Brasil, o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) está investindo em novos sistemas para aumentar o controle, a confiabilidade e a transparência no processo de habilitação, visando formar motoristas preparados e conscientes.

Além de já ter aderido ao sistema eletrônico de registro para as aulas práticas dos alunos de autoescolas, o órgão pretende implantar câmeras em todos os veículos para as avaliações, ação que já está em fase de testes em Gravataí e em Porto Alegre. A ideia é que os fiscais de prova substituam os formulários de papel por tablets, para incluir também informações de áudio e vídeo no exame.

A previsão do Detran-RS é começar a instalar os equipamentos a partir de março de 2017 e integrar futuramente o sistema eletrônico ao controle biométrico para conferir digitais do avaliador e do candidato. A iniciativa tecnológica valerá para todas as categorias da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas as filmagens serão feitas apenas em veículos quatro rodas, contando com duas câmeras internas, focadas no fiscal, seus pedais e no aluno, e outras duas externas, para captar imagens do trajeto em frente e do espelho retrovisor.

No estado de São Paulo, o Detran também testa novas possibilidades tecnológicas para aumentar a segurança no trânsito. Com câmeras e sensores que detectam todos os detalhes das provas de habilitação – um para cinto de segurança, outro no motor para verificar se o carro morreu e, um terceiro, na traseira do veículo para ser utilizado na baliza –, o departamento quer realizar testes apenas em carros do próprio órgão. A novidade está em fase piloto em São Bernardo do Campo, mas deve se estender para todo o estado.

Toda essa modernidade, entretanto, não excluirá a presença do examinador, que cruzará as suas informações com os registros do sensor.  O que se espera é mais tecnologia, mais preparo e mais segurança nas ruas!